É comum ler-se nos jornais que a senhora dona não sei quantas, amantíssima esposa de um ditador africano qualquer, gastou milhões numa viagem ao Rio de Janeiro ou a Nova Iorque, jóias, vestidos, hotéis, gorjetas, etc.
Uma imoralidade, gritam as almas, indignadas e solenes. Com toda a razão, acrescente-se.
Por cá, a coisa é, por um lado, mais modesta, por outro, mais escandalosa.
Vejamos:
Dona não sei quantas, virtuosa consorte do socialista César (não confundir com o Augusto), foi julgo que ao Canadá. Uma passeata que, rezam os jornais sem desmentido, custou três ou quatro vezes o que devia custar. Ao contrário de outras prendadas damas, que gastam o dinheiro dos maridos, roubado ou não, esta gastou a massa do governo, fruto dos impostos dos açorianos e, está mesmo a ver-se, dos continentais que contribuem para estes “custos da insularidade”.
Mais espantoso ainda é que a viagem da patroa do César foi “oficial”. Sim, oficial. A criatura, que se saiba, não foi eleita por ninguém. Talvez tenha ido a título de “rainha” dos Açores, ou de princesa consorte.
O escândalo passou. Já lá vai. Acabou-se. Ninguém reagiu. Ninguém se lembrou de cobrar ao César os deleites viandantes da magnífica “representante” do governo regional.
Sabem que mais? O tal César é putativo candidato à sucessão do senhor Pinto de Sousa!
Já viram do que a casa vai continuar a gastar?
11.7.10
António Borges de Carvalho

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