– Há menos segurança em Portugal, reza o respectivo relatório. Perguntado sobre o assunto, o chamado ministro da administração interna, abanando a papada, raciocinou e disse: isto só demonstra o nosso sucesso na prevenção da segurança.
– Os concursos (procedimentos concursais em novilíngua) para meios aéreos (helicópteros ligeiros) foram anulados. O chamado governo tinha previsto gastar 60 milhões, mas os concorrentes ultrapassavam o preço em 10%. Os geringonços, para tentar “poupar” 6 milhões, ficaram sem 28 helicópteros ligeiros para os incêndios. Diz a papada que todos os meios necessários estão à disposição, e a tempo.
– Os mecânicos dos Kamov (helicópteros pesados) foram corridos e, fartos disto, foram para casa. A oficina foi selada, não há Kamovs para ninguém. A República Burocrática informou que faltavam uns papéis. Para quê? Para justificar que houve peças que foram levadas para um sítio, a 300 metros de distância da oficina, único local onde podiam ser reparadas. Deixou de haver Kamovs (helicópteros pesados) mas, mais uma vez, em relação à época de incêndios, diz a geringonça que está tudo na maior.
– E mais. Diz a papada que vai ser criada mais uma empresa pública para tratar de helicópteros.
– O embaixador Martins da Cruz, sobre a não expulsão de diplomatas russos, disse que “o ministro dos Negócios Estrangeiros, apesar de se ter desdobrado em considerações e as ter repetido à saciedade, ainda não foi capaz de explicar porquê.
– O chefe dos bolchevistas deu uma entrevista à TV em que nada disse, para além de garantir que a geringonça é para durar. Nos primeiros 22 minutos disse 21 vezes portanto (ptât, em novilíngua). Boa média.
– Um representante neosoviético, ao que se diz deputado europeu, garantiu que não há novichok (veneno que mata russos traidores), há, sim, a “classe dos novichoks”. Por conseguinte, o espião russo pode ter sido assassinado pelo mundo inteiro, com excepção do Putin. Apoiando tais declarações, a tipa da TV nunca o interrompeu, guardando a sua suave verve para interromper, pelo mensos dez vezes, o opositor do neosoviético que, por mero acaso, era do PSD.
30.3.18

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