IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


A NOVA EXTREMA DIREITA

 

 

É “engraçado” verificar que, ao mesmo tempo que os partidos de direita nacionalista, xenófoba, autoritária e inimiga da União e do euro e vicejam lá por fora, por cá nem sequer há disso. Portugal tem a extrema direita desocupada, ou desinstitucionalizada.

 

Terá? Nem por isso. Os temas da extrema direita europeia são a menina dos olhos da… extrema esquerda em Potugal! O PC é, de longe, o mais declaradamente nacionalista, seguido de perto pelo BE e pelos minhocas maluquinhos, tipo MRPP ou POUS.

 

Mais uma originalidade do nosso “processo”. Não haverá outro país civilizado onde de verifique um fenómeno desta natureza. No fundo, não é de admirar: os partidos verdadeiramente fascistas não eram socialistas, estatistas, e dos “trabalhadores”? O camarada Arnaldo Matos costumava chamar ao PC “social-fascista”. Enganava-se: todos os totalitarismos são “sociais”, ou socialistas. Fascismo, socialismo e comunismo são primos direitos.

 

O Jerónimo é a nossa Marine Le Pen.

 

 

 

22.5.14

 

 

 

António Borges de Carvalho    

 



2 respostas a “A NOVA EXTREMA DIREITA”

  1. Avatar de Filipe Bastos
    Filipe Bastos

    A extrema-direita está ocupada: é o PNR, Partido Nacional Renovador. Só agora, nas eleições do Eurotacho, teve direito a algum tempo de antena. Volta e meia passa na TSF um discurso do líder(?), bastante moderado, no sentido em que não deseja o vírus Ébola a ninguém. O que diz é que a UE é uma farsa, esta democracia é uma farsa, a canalha banqueira chula-nos com a conivência da canalha política, esta enterrou o país em benefício próprio e saiu impune, etc. Ou seja, inegáveis verdades! Quanto ao resto, e tal como a extrema-esquerda, defende a saída do Euro, a criação de um novo Escudo, restrições fronteiriças e políticas proteccionistas – ou seja, o oposto da UE. A grande diferença é que declara abertamente o falhanço do comunismo, tal como o deste capitalismo pervertido e corrupto. Assume o nacionalismo como uma 3ª via, entre a esquerda e a direita, suponho que algures entre o nacional-socialismo de Hitler e o pseudo-fascismo isolacionista de Salazar. Pode-se chamar-lhes muitas coisas, mas ambos eram ferozes inimigos do comunismo. Tal como eles, o PNR é inconciliável com a extrema-esquerda, apesar de 80% do seu discurso coincidir com o daquela. Logo, é obviamente falso que o Jerónimo seja a nossa Le Pen. Os proverbiais extremos tocam-se em muitas coisas, mas se qualquer deles se apanhasse no poder o outro seria preso. ——————————- Mas isto é irrelevante, pois em Portugal, ao contrário de França, nenhum tem a menor hipótese. O que é relevante, é que só da extrema-direita e extrema-esquerda ouvimos algumas verdades. Sobre a UE, sobre o Euro, sobre a Banca, sobre este esgoto político e partidário que nos arruina e oprime – ainda que sob a chancela “democrática”. Aos outros partidos interessa manter tudo como está, porque já têm tacho e mama. E sabem que a carneirada teme os extremos, daí repetirem todos a mesma chachada. Entre o Assis e o Rangel vai apenas a distância da borda do tacho. Em breve estarão ambos a mamá-lo, amigos como sempre. É triste quando têm de ser os extremos, com todos os seus defeitos, a denunciar certas verdades evidentes. Não é?

    1. Fica-se, como de costume, pela “política de tachos”. Mas esquece que a extrema esquerda (igual à extrema direita) também vai para Bruxelas.

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