A história do genro do Jerónimo é de partir o coco. Então não é que o camarada coreano do Norte, Bernardino Soares de seu nome, resolveu contratar o tal genro para mudar três lâmpadas e dois casquilhos na Câmara de Loures por 11.000 euros? Não deve haver um só português – ou portuguesa, em novilíngua – que, por tal preço, não mudasse vinte lâmpadas e uma dúzia de casquilhos.
Tenho uma enorme pena do Jerónimo. O homem esperneia que as notícias a tal respeito são manobras do anticomunismo primário. Nem o IRRITADO, que é anticomunista primário, secundário, terciário…, se lembraria desta.
A fim de aliviar a consciência do Jerónimo e do partido bolchevista, aqui fica, de borla, um conselho amigo: o camarada Jerónimo deve dizer, primeiro, que o genro não é ele e que, ele, Jerónimo, quando muda lâmpadas, o faz a cinquenta cêntimos cada, devidamente declarados no IRS; em seguida, fará uma investigação psico-política e concluirá que o genro, no fundo, é um infiltrado do CDS, pior ainda, do Aliança, pior ainda, tem uma moto e cabelo rapado; sobrará a questão do Bernardino, o coreano do Norte, que mais não fez senão cair numa armadilha colocada no seu caminho pela reacção. Toda a gente acreditará, como acredita no anticomunismo primário das notícias, e o problema ficará resolvido.
O BE não se safou dos negócios do Robles, não tem na gaveta os negócios da Catarina? O chefe do PS não passa entre os pingos da chuva dos andares comprado por xis às velhinhas e vendidos por xix2, não anda feliz com as vendas subfacturadas e as compras maradas de imobiliário?
Aprenda, caro Jerónimo. Você não tem culpa nenhuma. Se a extrema esquerda e o Costa não têm nem nunca tiveram culpa fosse do que fosse, porque raio anda você tão preocupado?
20.1.19

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