IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


A MÃO DE OBRA ESTÁ CARA

 

A história do genro do Jerónimo é de partir o coco. Então não é que o camarada coreano do Norte, Bernardino Soares de seu nome, resolveu contratar o tal genro para mudar três lâmpadas e dois casquilhos na Câmara de Loures por 11.000 euros? Não deve haver um só português – ou portuguesa, em novilíngua – que, por tal preço, não mudasse vinte lâmpadas e uma dúzia de casquilhos.

Tenho uma enorme pena do Jerónimo. O homem esperneia que as notícias a tal respeito são manobras do anticomunismo primário. Nem o IRRITADO, que é anticomunista primário, secundário, terciário…, se lembraria desta.

A fim de aliviar a consciência do Jerónimo e do partido bolchevista, aqui fica, de borla, um conselho amigo: o camarada Jerónimo deve dizer, primeiro, que o genro não é ele e que, ele, Jerónimo, quando muda lâmpadas, o faz a cinquenta cêntimos cada, devidamente declarados no IRS; em seguida, fará uma investigação psico-política e concluirá que o genro, no fundo, é um infiltrado do CDS, pior ainda, do Aliança, pior ainda, tem uma moto e cabelo rapado; sobrará a questão do Bernardino, o coreano do Norte, que mais não fez senão cair numa armadilha colocada no seu caminho pela reacção. Toda a gente acreditará, como acredita no anticomunismo primário das notícias, e o problema ficará resolvido.

O BE não se safou dos negócios do Robles, não tem na gaveta os negócios da Catarina? O chefe do PS não passa entre os pingos da chuva dos andares comprado por xis às velhinhas e vendidos por xix2, não anda feliz com as vendas subfacturadas e as compras maradas de imobiliário?

Aprenda, caro Jerónimo. Você não tem culpa nenhuma. Se a extrema esquerda e o Costa não têm nem nunca tiveram culpa fosse do que fosse, porque raio anda você tão preocupado?

 

20.1.19



3 respostas a “A MÃO DE OBRA ESTÁ CARA”

  1. Sábio conselho do sr antónio: “Aprenda, caro Jerónimo”!Dito de outro mdo: aprenda com quem sabe da … coisa.Tenho de “dar a mão à palmatória”!!! Reconheço que a frase “é tudo uma cambada de chulos” (autoria do Filipe) é verdadeira.

  2. Gosto do título do post. Pesquisei o assunto, eis o 1º resultado: https://poligrafo.sapo.pt/fact-check/bernardino-ofereceu-200-mil-euros-ao-genro-de-jeronimo-para-mudar-lampadas-e-casquilhos-em-loures «Entre Dezembro 2015 e Agosto 2018, a CM Loures celebrou seis contratos por ajuste directo com Jorge Bernardino (genro do Jerónimo), no VALOR GLOBAL DE 150 MIL EUROS. Estão publicados no portal Base. Os cinco primeiros ficaram entre €13.750 e €21.510, para “Serviços de limpeza, manutenção e reparação de mobiliário urbano”. O contrato mais recente e mais caro (€64.000) tem maior amplitude: “Serviços de conservação, limpeza, inspeção técnica e manutenção corretiva do mobiliário urbano do tipo abrigos e MUPIS incluindo a instalação elétrica, bem como a substituição de publicidade no concelho de Loures, num universo de 438 unidades”. Em alguns casos a CM Loures convidou outras empresas, tendo escolhido a proposta com o preço mais baixo.»

  3. Bom. Três notas: 1) Claro que tudo isto cheira mal, com a agravante das desculpas esfarrapadas do Jerónimo, parecidas às de qualquer corrupto do centrão: é um ataque pessoal, uma campanha negra, etc. O “anticomunismo”, então, é de estalo. 2) Mas atente nos valores, Irritado: 150 mil euros em 3 anos? Para chegar aos calcanhares do PS ou do seu PSD, os comunas ainda têm muito a aprender. Até o Jacinto Capelo Rego do CDS os mete no chinelo. 3) O Polígrafo, o site que linkei acima, diz que é o “primeiro jornal português de fact-checking”. Há anos, talvez se lembre, falámos do FullFact – https://fullfact.org . Também vi algo do género no Observador. Sem isto, sem muito mais disto, não há democracia. As pessoas precisam de factos imparciais, não de pulhitiquice, nem de jornais “com cara”, como v. costuma dizer, nem de comentadeiros parciais. E precisam de decidir com base nesses factos, em vez de deixar tudo a pulhíticos, quer sejam xuxas, laranjas ou comunas.

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