IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


A GRANDE MÁSCARA

 

A porcaria de dias em que vivemos anda a dar voltas à cabeça do IRRITADO. Tanta coisa a acontecer todos os dias, tanta volta, tanta reviravolta, tanta asneira, tanta falta de senso, de um mínimo de honestidade e de humildade, tanta gente convencida de uma verdade que, normalmente, dura dias, ou até horas até vir outra… o  bestunto ressente-se. a inspiração, a pachorra, a vontade de dizer ou escrever coisas ressente-se com ele.

Dizem que a culpa é da pandemia, mas eu duvido. Há, pelo menos, três pandemias, a do covides, a do medo e a do autoritarismo galopante. Dizem alguns teóricos – da conspiração ou de outra coisa qualquer – que há um não dito movimento universal para domesticar as vontades e as preparar para uma nova era, um novo poder, uma espécie de “atmosfera” global destinada, agora sim, a criar o “homem novo” de que falam (ou falavam mas agora disfarçam) os adeptos da grandes ditaduras.

Não sei se será assim, se haverá essa intenção da parte seja de quem for. Mas sei que, com estratégia ou sem ela, intencionalmente ou não, a nova noção de direito e de liberdade está florescente e a velha está em causa. As pessoas não só se adaptam àquela como exigem que os outros façam o mesmo. É o policiamento induzido. As novas gerações, a começar na mais tenra idade, passam a ter por bom o “sistema” que lhes impõem, ou seja, desde pequenos se lhes entranha na alma um ambiente de “disciplina” que aceitam e acabam por achar que é bom, que é mesmo assim, para eles é o normal, nem sequer o chamado “novo normal” de que nos fala a triunfante bestilalidade humana.

Ao mesmo tempo, a desapiedada destruição da economia vai de vento em popa. Dela nascerá a quarta pandemia, uma espécie de quarto cavaleiro do apocalipse, pai e filho da guerra e do fogo. Não haverá dinheiro que acuda ao que se passa. Despeja-se toneladas electrónicas de dinheiro falso que a nada corresponde, nem a notas de banco nem a nada de valorável, espécie de penso rápido para tratar uma gangrena.

Daí que não sei se valerá a pena falar das incompetências do poder ou das tricas que todos os dias nos caem em casa. Talvez com o tempo a coisa me passe. Entretanto, vou-me entretendo a desafiar a ditadura das máscaras ou a andar pela esquerda quando me mandam ir pela direita, coisas que não fazem sentido nenhum, mas aliviam.

 

Alle Menschen tragen Masken

Tragen Masken bis Anskrab

Nur im frohe Faschings Tage

 Wen die menschen tragen Masken

Legen sie die Masken ab.

(Isto deve estar cheio de erros, mas apetece-me). Tradução de pé quebrado: Toda a gente anda de máscara, de máscara até à sepultura. Só nos dias alegres do Carnaval, quando todos andam mascarados, é que deixam cair a máscara.

Não estou a gabar-me de falar alemão, porque não falo. Tenho esta na cabeça desde os tempos em que alguém tentou ensinar-me tal línguia. Sonho com o dia em que os que nos fazem andar de máscara deixem cair a máscara com que nos enganam e arruinam.

 

21.11.20



Uma resposta a “A GRANDE MÁSCARA”

  1. Pois é, Irritado, compreendo e partilho da sua apreensão. A diferença entre nós é que não choro o ‘velho normal’; nunca o achei normal, sempre o quis mudar. Não para isto, certamente, mas isto até poderia ser o catalisador da necessária mudança. Do famoso ‘reset’. Por exemplo, as toneladas electrónicas de dinheiro falso que a nada corresponde: isso não é o novo normal. É o velho normal. Há décadas que mamões assim inventam triliões cada vez mais alheados da economia real. E pessoas como o Irritado encolhem os ombros. Só agora, porque não são mamões a mamá-los, vos faz confusão. Mas nem assim percebem o logro. Em vez de um reset ao sistema monetário, aos sacrossantos mercados, à insanidade do consumismo, do desperdício, do crescimento infinito, e sobretudo à riqueza tão mal distribuída, que mudança iremos ter? Vai uma aposta?

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