Começou desconjuntada, a geringonça. Mas o deslumbramento do poder, a apropriação indevida de alguns êxitos, a presença infrene, desmedida, acrítica e acéfala nuns media totalmnte irresponsáveis, levaram a que se fosse aguentando.
Os parceiros do PS, quando a coisa abana, apressam-se, servidores e obrigados, a deitar água em todas as fervuras, ao mesmo tempo que dizem afirmar os seus absurdos e perversos “princípios”.
Não é por causa eles, ao contrário do que à nascença se previa, que a geringonça se desconjunta. O PS trata disso com a competência, a honestidade e a responsabilidade do costume. Já não vale a pena – é tarde – atirar as pedras da culpa para cima dos que para trás ficaram, até porque toda a gente já percebeu que o que corre bem se deve mais a eles que à geringonça.
Já não há desculpa para as culpas do PS.
Bem pode o senhor Costa esconder-se por aí, ou só aparecer para se rir (de quê?), de braço dado com o eu padrinho de Belém. E até a saúde deste doce entendimento já conheceu melhores dias.
O PM, com a miserável sujeira que tem sido o seu comportamento no caso dos fogos, abana. A propaganda, sempre presente, não vai chegar.
O chamado ministro da defesa, é vê-lo meter os pés pelas mãos no caso dos paióis, e não só, como marreta de segunda escolha que é.
O da saúde começa a sentir na pele um mandato desastroso.
O da educação manda acabar com os chumbos, como se os pais e o país não percebessem que não se trata de um caso de sobreaproveitamento escolar mas de um história de secretaria.
Aquela senhora do mar está à beira de continuar a guerra com os estivadores, a fim de perder mais uma.
A dos polícias, santo Ambrósio, é o que se sabe.
A da justiça, coitada, não se aguenta com a respectiva cáfila corporativa.
E assim por diante.
A geringonça abre fendas por todo o lado. A mama parece que acabou. Já não há “passado” que “justifique” o presente.
Para nós, portugueses, bom seria que caísse depressa e mal. Mas, não se animem. Vai levar tempo até que a maioria abra os olhos.
2.7.17

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