IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


A FANTOCHADA

 

O inigualável fantoche do PC, encarregado da agitação sindical, acusou os seus parceiros da Concertação de querer voltar à Idade Média.

Será que esgotou a habitual bateria de vitupérios estalinistas com que costuma brindar estas coisas? Teve que recorrer “argumentos” históricos para se desculpar por ter, cobardemente, dado à sola antes que tivesse que ceder algum pedregulho da estúpida muralha, não medieval mas igualmente bolorenta, construída pelos seus camaradas há mais de trinta anos?

A metáfora fica melhor ao fantoche que aos que critica. Medieval, no sentido de passadista, ultra-conservador, inútil, assenta como uma luva em gente que não percebe que o tempo não é seu, e que o que era seu deu mau resultado, atrasou por dentro todos e cada um de nós.

A II República erigiu o Estado como nosso “pai”. Remeteu-nos à dependência mental, e vital, de um Estado todo-poderoso. A III República, arrastada pelo PC e seus fantoches, agravou os defeitos da segunda, com argumentos opostos mas de resultados afins.

No momento em que, pela primeira vez em décadas, se tenta dar alguns – pequenos mas firmes – passos para a libertação e a responsabilização de cada um por si próprio, o fantoche estrebucha como aqueles vampiros dos filmes que temem desfazer-se em pó se o bem ganhar a guerra. E foge. Prefere continuar a sua obra, insistir na parlapatice da negação da realidade e da vida, guardar o seu poder de destruição, a receita infernal para esse cozinhado diabólico que consiste em iludir uns para os usar contra os demais.

Nunca o fantoche assinou fosse que acordo fosse. Mas mantinha a ficção da discussão dos assuntos. Desta vez, cobardia das cobardias, percebeu que as suas parlapatices não iam ser ouvidas nem temidas, que havia coragem para o enfrentar, a ele, o grande Carvalho da Silva, mestre de cerimónias de barulheira e técnico da conscrição das massas, ilusor mor da república, general da tropa fandanga dos cartazes e dos slogans. Ele! Não! Ele já não discute, só agita, é a sua profissão, a sua fé na destruição do que existe e na construção, sobre as suas ruínas fumegantes, do maravilhoso mundo do Partido e dos Gulagues.

Na senda do fantoche que parte, outro títere, outro bonifrate, outro bufão se agiganta, à espera do poder: um tal Arménio, dito ainda mais estalinista que o fantoche.

Cuidado!         

 

20.1.12

 

António Borges de Carvalho



2 respostas a “A FANTOCHADA”

  1. «No momento em que (…) se tenta dar alguns – pequenos mas firmes – passos para a libertação e a responsabilização de cada um por si próprio…» Agradeço ao Irritado, estas interessantes crónicas sobre os países que visita. Aonde foi desta vez? À Holanda? À Finlândia? A crónica não esclarece. Já cá pela Tugalândia, infelizmente, as coisas não vão tão bem. Este Governo laranja-azulado continua o seu SAQUE FISCAL, indiferente às falências, desemprego, e miséria crescentes. Mais do que nunca, vivemos num país de 2º mundo, com impostos de 1º mundo. Ou seja, cada vez damos mais ao Estado, e este dá-nos cada vez menos. É esta a receita. Não há outra forma de continuar a sustentar as chusmas de boys e respectivos desperdícios, calotes de bancos trafulhas, a protecção descarada da restante canalha banqueira, os desvarios do Sr. Jardim, ou os juros agiotas alegremente deixados pelo Governo anterior. A IMPUNIDADE tem o seu preço, e somos nós a pagá-lo. Os “mercados”, sempre nervosos, deram-nos o prémio merecido: passámos de lixo, para lixo pior. A bem dizer, tem a sua lógica – um país que destrói a sua própria Economia, dificilmente inspira confiança a alguém. Enquanto isso, para animar a malta, o Governo decidiu “flexibilizar” o mercado laboral. Só que mete todas as empresas no mesmo saco, da Sonae à tasca da esquina. Esta gente percebe da coisa. Receio, no entanto, que continuemos aquém da espectacular produtividade de países como a China, ou o Vietname. Mas havemos de lá chegar. Desde que a casta no poder continue a encher-se, todos os sacrifícios valem a pena.

  2. Dou de barato o seu azedume aos comunas e á inter,até o posso acompanhar.Mas convenhamos,essa coisa que teimam em chamar concertação social,é uma grande bosta para os mesmos!!!

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