O mandato do nosso bem-amado presidente tem várias consequências, umas talvez boas, outras péssimas.
Entre estas, atente-se nesta oferta “oficial”: uma senhora, já madura, cheia de dentes e de dinheiro, grande dominadora das ignaras massas e dos políticos ansiosos por tempo de antena, cidadã absolutamente insuportável para quem tenha dois dedos de testa, disparatada, vaidosa, comunicou ao povo que se está a preparar para ser presidente da República.
Uma ideia deste calibre seria, antigamente, liminarmente descartada, a mulher caía no ridículo, e não se falava mais nisso.
Mas isso era dantes. O mandato de Rebelo de Sousa popularuchou o cargo. A dona Cristina já se imagina, de biquini, a dar ao rabo na cova do vapor perante chusmas de jornalistas, fotógrafos e mirones, a todos contemplando com beijinhos e com aquele sorriso de plástico que tanto agrada à plebe. E nas feiras, a comer chouriços perante a populaça extasiada. E nas cerimónias oficias, a exibir toilettes, os saltos altos e as carnudas fronteiras dos decotes. Que maravilha!
Mais maravilhoso ainda é que a ideia não é tão exótica como se poderia imaginar. Não lhe faltariam votos de milhões de donas de casa e de paspalhões especialistas em redes sociais.
É para este preparo que a República parece estar destinada a escorregar.
17.1.20

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