IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


A CANDIDATA

O mandato do nosso bem-amado presidente tem várias consequências, umas talvez boas, outras péssimas.

Entre estas, atente-se nesta oferta “oficial”: uma senhora, já madura, cheia de dentes e de dinheiro, grande dominadora das ignaras massas e dos políticos ansiosos por tempo de antena, cidadã absolutamente insuportável para quem tenha dois dedos de testa, disparatada, vaidosa, comunicou ao povo que se está a preparar para ser presidente da República.

Uma ideia deste calibre seria, antigamente, liminarmente descartada, a mulher caía no ridículo, e não se falava mais nisso.

Mas isso era dantes. O mandato de Rebelo de Sousa popularuchou o cargo. A dona Cristina já se imagina, de biquini, a dar ao rabo na cova do vapor perante chusmas de jornalistas, fotógrafos e mirones, a todos contemplando com beijinhos e com aquele sorriso de plástico que tanto agrada à plebe. E nas feiras, a comer chouriços perante a populaça extasiada. E nas cerimónias oficias, a exibir toilettes, os saltos altos e as carnudas fronteiras dos decotes. Que maravilha!

Mais maravilhoso ainda é que a ideia não é tão exótica como se poderia imaginar. Não lhe faltariam votos de milhões de donas de casa e de paspalhões especialistas em redes sociais.

É para este preparo que a República parece estar destinada a escorregar.

 

17.1.20      



8 respostas a “A CANDIDATA”

  1. Parece-me que o Irritado está a ser bastante injusto com a Dona Cristina. Apostaria que quando ela fez tal revelação que não era revelação nenhuma e estava apenas no gozo com o único objectivo de arrancar uns risos a quem a ouvia. A verdadeira história, diria, começou quando uns quantos pseudojornalistas especializados em títulos de notícias transformados em caça-cliques empolaram toda a situação em proveito próprio. Afinal, quantos mais cliques mais recebem da publicidade! Diria até mais, às tantas a Dona Cristina e o Irritado partilham a exacta mesma opinião acerca dos actos do actual P.R. e, quem sabe, se disse o que disse como crítica bem merecida… como quem diz “Se ser Presidente é isto então também eu posso ser Presidente”! Por muito que custe a muita gente deixar-se de preconceitos em relação a pessoas assim diferentes parece-me óbvio que se ela não fosse minimamente inteligente, se calhar mais do que a média, nunca teria chegado onde chegou. Encontrou o seu cantinho, desempenha a sua personagem com naturalidade e perfeição (q.b.) e deu-se bem, óptimo para ela e para quem a vê e gosta dela.

  2. Avatar de Eduardo Menezes
    Eduardo Menezes

    Dizem as más línguas que a Joacine já mandou o tavares Rico ou Pobre (tanto faz) catar pulgas

    1. Avatar de Eduardo Menezes
      Eduardo Menezes

      e convidou.o a visitar ou a ir (não se percebeu bem) para os Bijagós

  3. Não partilho da admiração do anónimo: ‘estrelas’ como a D. Cristina, além dos seus salários excessivos e injustificáveis, contribuem para acarneirar e embrutecer um povão já de si acarneirado e embrutecido. Claro que a vida não é só ópera, Goethe ou Bergman; não se trata de elitismo ou de snobeira. Gostos valem o que valem, cada um tem os seus. Mas deve haver mínimos. A D. Cristina está abaixo de todos. É três vezes contraproducente: no absurdo que mama, na porcaria que espalha, e no seu contributo diário para distrair a carneirada do que interessa. Os políticos e os mamões adoram as Cristinas. Quanto a ser putativa candidata, apetece dizer como o Tiririca, aquele palhaço (literal) do Brasil – pior do que está não fica – mas até poderia ter um lado positivo. A eleição da Cristina seria o avacalhamento definitivo deste regime. Só por isso, quase dava vontade de a eleger para o tacho de Belém. Quase.

    1. Não tenho qualquer particular admiração pela pessoa, no entanto, o seu percurso, não sendo único dado haver quem mais tenha começado nas feiras e de lá saído e enriquecido ou começado igualmente por baixo em qualquer outra actividade e também ter alcançado sucesso, não deixa de ser (o percurso) digno de alguma admiração especialmente estando nós num país tão à esquerda e que tantos obstáculos impõe a quem quer mais da vida (algo que, suponho, o Bastos também saiba bem o que é). Tomara que muitos mais alcançassem assim o sucesso profissional. Sei que é uma blasfémia para a esquerda mas a verdade é que quantos mais ricos houver mais sobra para os pobres. Retomando, quanto muito, pretendi fazer uma chamada de atenção a alguém que parece nutrir um especial desprezo pela pessoa o que, como aí se vê, parece ser entusiasticamente partilhado pelo Bastos que, de resto e mais uma vez, volta a cair na sua rotina de insultar tudo e todos os que não sejam iguais a si. Atente no que lhe digo (principalmente a si mas também um pouco ao Irritado), a realidade nem sempre é como a vemos especialmente se estamos toldados pela animosidade… senão mesmo pelo ódio. Como nota final, gostei desta sua frase: “Claro que a vida não é só ópera, Goethe ou Bergman; não se trata de elitismo ou de snobeira”. Ainda bem que o Bastos frisou que não se trata de elitismos ou snobeira da sua parte ou um qualquer anónimo ignorante como eu ainda ficaria a pensar na razão de o Bastos ter feito questão de nos assinalar que sabe quem foram Goethe e Bergman…

      1. “…a verdade é que quantos mais ricos houver mais sobra para os pobres.” Não, não é verdade, anónimo. É só o velho mito do ‘trickle-down’ propagado pelos ricos, por razões óbvias, pelos seus lacaios, idem, e por alguns otários direitistas que engoliram a patranha. Se a D. Cristina começou por baixo, então, além da fama e da conta bancária, nunca de lá saiu. A carneirada basbaque é que admira a fama pela fama, o sucesso pelo sucesso, mas espero mais de si. Toda a gente sabe quem foram Goethe e Bergman, anónimo. Com o google somos todos cultos, não sabia?

        1. Como gosto de ti ffilipi!!!Seguir te será uma bênção!

        2. Bem que disse que era uma blasfémia para a esquerda e, meus caros, mais extrema esquerda que aqui o Bastos deve ser bem difícil, talvez nem mesmo o Louçã e seus acólitos que esses, pelo menos em público, são bem educados. Já aqui o Bastos não se cansa de mostrar a fibra de que é feito e o tipo de respeito que tem para com as restantes pessoas… ou seja, nenhum, não mais que seres rastejantes merecedores de serem espezinhados. Que boa sorte a nossa não vivermos em ditadura e não termos Filipes Bastos como juízes e carrascos! Eu, por mim, não vou naquela do «cão que ladra não morde». Cão que ladra morde mesmo! E ainda temos a incompreensível e sistemática complacência do Irritado, complacência não mostrada para com mais ninguém nas sua irritações!

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