IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


A CAMINHO DO FIM?


Da Europa, as últimas novidades são aterradoras. Todos os nossos parceiros estão em recessão. Até a presunçosa Holanda, a grande França, a riquíssima Alemanha, a antipática Finlândia. Todos! Não escapa um.

Por obra e graça das estúpidas malfeitorias do senhor Pinto de Sousa, fomos dos primeiros a cair no buraco, um buraco bem maior que os dos outros, à excepção do da Grécia. Agora, são os nossos clientes de estimação que dele se aproximem.

Pode ser que a recessão generalizada provoque um sobressalto que faça a dita Europa mudar de rumo. Deixou de se justificar manter na agenda a “ajuda ao Sul”.

Agora, ou todos se ajudam uns aos outros, esquecendo os regulamentos do senhor Barroso, os limites do défice do senhor Schäuble, as patacoadas da dona Cristina, a fantasia da não inflação, etc., ou a buracaria será cada vez maior e mais alargada.

Agora, ou todos percebem que só há duas saídas, acabar com o euro ou criar um euro de facto comum, isto é, que não seja mais caro para os que mais precisam e progressivamente mais barato para quem melhor vai estando, ou o desastre não pode deixar de ser geral.

Agora, ou entra na cabeça das pessoas, dos políticos, dos Estados, da “Europa”, que o Estado social (ou socialista) tem que, progressivamente, acabar, de modo a que as pessoas, progressivamente, voltem a ser livres e responsáveis, ou a nossa civilização tem os dias contados.

A alternativa é a recessão endémica, permanente, inultrapassável, progressiva e ruinosa.

O fim.


13.6.13

 

António Borges de Carvalho



3 respostas a “A CAMINHO DO FIM?”

  1. «Agora, ou entra na cabeça das pessoas (…) que o Estado social (ou socialista) tem que, progressivamente, acabar, (…) ou a nossa civilização tem os dias contados.» Sem dúvida: todo o problema está aí. Um sistema monetário baseado em dívida permanente e crescimento infinito, casinos financeiros e offshores em roda livre, a Banca e mega-empresas cada vez mais poderosas do que os Estados, os políticos vendidos a estes interesses, a exploração selvagem de grande parte da população para encher umas centenas de mamões, o desemprego crescente e inevitável que advém desta exploração e do avanço tecnológico… tudo isto são bagatelas, perante o terrível socialismo que nos oprime a todos. Se Marx não tivesse triunfado, e se o mundo vivesse hoje sob o fantástico ideário do Sr. Reagan e da D. Thatcher, que felizes seríamos! Enfim, só nos resta sonhar com esse mundo alternativo…

    1. Outro “formato” civilizacional terá que surgir. Tem toda a razão, Tatcher e Reagan são verdadeiros heróis, que souberam onde estava o mal e deram cabo dele, com resultados fantásticos! Só é pena que não tivessem tido seguidores que entendessem que o capitalismo liberal e popular só funciona bem nos limites do DIREITO. Reconstruir a obra deles seria a mais nobre tarefa política dos nossos dias, se soubéssemos olhar o futuro com algum bom senso e, sobretudo, sem que a liberdade de cada continuasse nas mãos dos estados, das mafias e quejandos. Voltámos atrás, e não sabemos como sair desta enquanto nos dedicarmos a arranjar culpados por todos os lados em vez de procurar soluções que tenham a Liberdade como guia.Talvez seja difícil de perceber ou de aceitar este tipo de ideias mas, sem elas, jamais sairemos do buraco.

      1. Façamos assim: Dê-me um – basta UM – exemplo do seu «capitalismo liberal e popular» que não esteja hoje refém da desregulação e da submissão à CANALHA FINANCEIRA, do dinheiro inventado do ar, dos “mercados” e dos offshores, numa espiral de loucura cada vez mais distante da economia real, EM GRANDE PARTE devido aos seus heróis Thatcher e Reagan… e em troca, eu dar-lhe-ei um exemplo bem sucedido do “socialismo real”, que não acabou numa bandalheira deprimente dominada por uma “élite” corrupta, para quem o socialismo só se aplica aos outros. Não vale dizer Hong Kong, na prática um offshore chinoca. Espero que não cumpra a sua parte, pois eu não conseguirei certamente cumprir a minha.

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