O governo anda muito preocupado com os maus resultados do ensino, no que à matemática se refere (o resto também está pelas ruas da amargura, mas os geringonços ainda não deram por isso).
Dizem os governamentais craques que a situação se vem agravando ao longo dos anos. É claro que não dizem quais anos. Como não podiam pôr as culpas ao Crato (louve-se este súbito ataque de honestidade) e como são alérgicos a admitir as culpas próprias, criaram mais um “grupo de trabalho” para avaliar a situação, bem como para dizer o que há a modificar. É o costume. Quando não se sabe o que se há-de fazer nem se quer assumir responsabilidades, arranja-se um grupo de trabalho, uma entidade, um comissariado ou outra trafulhice qualquer para encanar a perna à rã e garantrir que tudo ficará na mesma ou, pelo menos, para ganhar tempo, um ano ou dois, até que alguém comece a perguntar pelos resultados dos “trabalhos” do “grupo de trabalho”. Genial, habitual, correcto.
Um conselho do IRITADO. Se forem (fossem) sérios, só precisam de voltar dois anos atrás e reverter as reversões que andaram a fazer. Não é preciso pedir desculpa ao Crato, já que isso de admitir erros próprios não faz parte do léxico da geringonça, ainda menos do do protosoviético que, de sociedade com ou em obediência ao bigodes (ora barbas) do sindicato/PC, se tem dado ao trabalho de dar cabo do que havia de bom na Educação. Seria simples, não se tratasse da gente de que se trata.
Outra coisa não nos resta que não seja esperar pelos “trabalhos” do “grupo”, na certeza de que o dito, ou não fará nada, ou porá as coisas ainda em pior estado do que o já conseguido até à data.
2.4.18

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