Miguel Relvas sempre foi um tipo esperto. Teve um papel importante na organização do partido, teve sucesso na arregimentação dos filiados e na sua “força anímica” (como dizem os académicos da bola). Mas não passa disso. Como ministro foi o que se sabe. Caíu por causa de uma licenciatura legal mas “favorecida”, condenada pelo governo a que pertencia, mas que fica a léguas de distância do que (não) se passou com a de Sócrates. Foi à vida, passando à “disponibilidade”. Justamente ou não, ficou politicamente arrumado.
A sua ideia de que Passos Coelho devia ser o candidato do PSD às eleições de 2019, ainda que certa e justa, não contribui para a clarificação das coisas, que foi o que Passos Coelho quis ao não se candidatar. Dizer que o novo líder, seja qual for, será um líder a prazo, é um disparate de todo o tamanho, destinado a fragilizá-lo à partida, a recusar-lhe o benefício da dúvida, a considerá-lo um perdedor. Diz que apoia Santana, mas é um apoio envenenado, já que segue as “teses” derrotistas de Rio.
Há pessoas cujos silêncios são de ouro. Pena que este pretendente a voltar à tona não o perceba. Isto, se quer mostrar-se, ou está, a favor do partido e do país.
11.1.18

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