IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


INCURSÃO FUTEBOLÍSTICA

Para quem não saiba, informo que, tal como os camaradas Costa e Jerónimo, sou adepto do Benfica. Não que me agrade a companhia, nem que tenha por hábito ir à bola. Tenho um asco mortal aos intelectuais da coisa bem como às televisões que ocupam horas intermináveis com as exibições de tais criaturas. Sou totalmente alheio, desconheço e abomino as guerras dos presidentes e dos seus apaniguados que são vergonhosa matéria de manchetes e demandas.

Em concreto e verdadeiro, do que gosto é de ver um jogo ou outro na televisão, devidamente repimpado, bebendo qualquer coisa e fumando uns cigarritos. Isto quando tais jogos valem a pena e passam nos canais generalistas, que não pago para tal.

Porquê, então, julgo que pela primeira vez, dedico umas linhas ao futebol? É que o assunto não é futebol, é liberdade de opinião versus censura, é livre pensamento versus quem quer limitar a sua expressão.

Os meus prazeres futebolísticos são muitas vezes prejudicados pelos digníssimos árbitros que, de um modo geral, considero incompetentes, sem critérios decentes e estáveis, para não ir mais longe . Irritam-me sobremaneira. O problema não é esse. Problema é que estas excelências ameaçem com greves (“dispensas de serviço” ou lá o que é) porque não aceitam “os comportamentos” de quem os critica, vindo a paralizar as actividades daqui a vinte dias no caso de, entretanto, se não der uma “total ausência de insinuações da parte de clubes e agentes desportivos, que coloquem em causa a honra e o bom nome dos árbitros”. Suas excelências incluem expressamente nesta lei da rolha “dirigentes, treinadores, jogadores e demais funcionários, os meios de comunicação social próprios e os que promovem nas redes socias”. Tudo minha gente, ou está caladinho ou suas excelências fazem greve!

Se estão ofendidos, vão para os tribunais, direi eu. É seu direito. Mas não é seu direito ameaçar quem não lhes aceite a atitude censória. Sei que há muitas “bocas” ordinárias por aí. Daí até impor a obrigatoriedade de um respeitinho a que se julgam com mais direito que os outros, vai uma distância dos diabos.  

 

24.11.17



8 respostas a “INCURSÃO FUTEBOLÍSTICA”

  1. Depressa virá um “ribeiro” em “socorro” do sr antónio para levar (se quisereme, leiam lavar) a porcaria deste sitio.

  2. Olá!!!Tens Facebook e queres dar a conhecer o teu blogue a mais pessoas? E claro, conhecer outros espaços? Então, adere:https://www.facebook.com/groups/126383254703861/Beijinhos, A Vida De Diana. (http://avidadediana.blogspot.pt)

  3. Já falou de bola várias vezes. Lembro-me por exemplo do último mundial, quando Portugal levou 4 da Alemanha. A situação dos árbitros, no futebol actual, é bizarra. Ora repare. Numa indústria que movimenta tanto dinheiro e tantos carneiros, disputada por jogadores, treinadores e agentes milionários, que ocupa tanto horário nobre, tanto analista, tanta publicidade, tantas multinacionais, que até afecta a política, ainda são uns tesos vestidos de preto que decidem, sozinhos, quem ganha ou perde um jogo. E são esses tesos, rodeados de milionários, que põem a cabeça no cepo, e que têm de ser infalíveis e incorruptíveis. Mal comparado, lembra como os pulhíticos se vêem a si mesmos: sempre criticados, mal pagos, o bode expiatório das frustrações populares e dos interesses poderosos, têm o poder e a fama, mas não o proveito. Claro que os árbitros sabem disto, não são parvos, e querem também o seu quinhão da mama futeboleira. Mas não sabem como fazer; ninguém vai ver um jogo pelo árbitro. São apenas um estorvo, um mal necessário. Daí estes choradinhos. Outros, mais pragmáticos, fazem como os pulhíticos: o que não mamam lá dentro, mamam por fora.

  4. Leio sempre todos os seus artigos, mas torna-se por vezes fastidioso para mim, que não alinho em partidarismos políticos, constatar que, sistematicamente, malham sempre no mesmo, quando eles são todos iguais, embora com pequenas diferenças. Revolta-me que não se façam críticas acutilantes e permanentes (nunca são demais ) a uns certos vigaristas, autenticas máfias, que abundam neste País, e de vários quadrantes “pulhiticos” (termo muito usado neste blog). v.g. D.Lima, D.Loureiro, Cavacos, Paulinho das feiras, R.Salgado, além do maior de todos o Socretino 44 (mas neste tem malhado, e bem, de há longa data.) E digo maior de todos, porque o cargo de 1º ministro, que exerceu por cerca de oito anos, o deveria obrigar a ter um pingo de vergonha. Mas não. À excepção do nosso 1º Presidente Manuel Arriaga, jamais apareceu algum que pusesse o interesse da Nação acima do proveito próprio Mas desse, ninguém fala, porque não lhes convém tal termo de comparação. Afinal isto é mesmo uma República de bananas, não acha?

    1. Agradeço a sua presença no meu blog. É facto que as minhas irritações vão sempre no mesmo sentido, ou contra os mesmos. Tenho orgulho nisso, ou em, pelo menos, escolher o mal menor. Não há políticas nem políticos cem por cento bons. Como em tudo, há que escolher, defendendo o que achamos melhor (ou menos mau, se quiser) e condenando os que achamos piores, a partir de um ponto de vista ideológico, se quiser. De resto, procuro não entrar em questões judiciais que implicam pessoas. Procuro condená-las ou elogiá-las pelo que, politicamente, fazem ou deixam de fazer. Indo até ao Sócrates (o seu exemplo), de um ponto de vista pessoal escrevi mais que uma vez que basta o que ele disse de si próprio para o pôr no esterco humano que é; o que é judicial é outra coisa, que evito usar. Já agora, quanto ao Manuel de Arriaga, que pagava renda para usar o Palácio Real de Belém, a sua honra pessoal não impede que a I República tenha sido o que foi.

  5. Q desgraça do Caralho oh Sr. Irritado Adepto do Morcegos vermelhucos (VSC-Moi)

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