A geringocial prosápia parece ter os seus dias quase contados. O chamado primeiro-ministro dá sinais de ter perdido as excelsas qualidades que tão gabadas têm sido. O homem já não dança, bailarica, meio coxo, com problemas nas ancas. Mostrou o seu “carácter” em Pedrógão, remostrou-o nas Beiras, anda à rasca com o orçamento, acerca do qual já disse que era tudo branco e que tudo era preto, azul às riscas, côr de burro quando foge. Já meteu os pés pelas mão tantas e tão miseráveis vezes, já de tal maneira mostrou quem é, que já anda muita opinião por aí a duvidar da excelência da “solução governativa” do usurpador, da estatura moral do homem e da dos seus sequazes. Já há quem tenha percebido que a austeridade não acabou, que os impostos aumentaram, que a economia está só (se calhar antes só que mal acompanhada…), que o Sócrates tem seguidores à altura e agentes no governo em quantidades industriais, que o caminho nos leva a um triste fim.
As corporações privilegiadas, de repente, descobriram um filão e estão a mostrar o que é sua qualidade como colectivos de oportunismo e de marimbanço social e político. O PC cavalga a porcaria, o BE chama-lhe um figo, o Costa troca o passo todos os dias, já vislumbra o fundo do saco. Imitando o (ex?)chairman de Belém, muda de atitude, desata aos beijinhos a tudo o que mexe, sem perceber que isso de beijos é para quem sabe ou para quem o faz sem parecer cínico ou fingido. O camarada Centeno já não dá ordens como dava, anda a voar muito, muito baixinho, com medo de se espalhar, e vai dando abébias aos sócios, a ver se os acalma.
O descrédito começa a ser difícil de disfarçar. O diabo ameaça em várias frentes, os amigos são o que são, pode ser que a opinião pública, finalmente, comece a acordar.
23.11.17

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