Segundo uns números que andam por aí, de Janeiro a Agosto deste ano cerca de 38.000 portugueses partiram para longes terras. Extrapolando, teremos, ou deixaremos de ter, uns 65.000 emigrantes durante o ridente ano de 2017.
Imagine-se o que seriam as primeiras páginas, as aberturas dos telejornais, os editoriais, os artigos de opinião, se estes números aparecessem durante o consulado de Passos Coelho. Não havia cão nem gato que não ladrasse ou miasse por causa de um escândalo de tais dimensões. Era a coligação que empurrava as pessoas borda fora, que as matava à fome, que as encorajava a deixar a pocilga em que a troica e os seus seguidores tinham transformado o país.
Agora, com o alto patrocínio da geringonça, os portugueses que partiram não merecem uma palavra, não são notícia. Devem ser milionários que foram viver para a Flórida, tipos cheios de contas em offshores, automóveis, aviões, ilhas paradisíacas onde, mercê do “virar de página” que a esquerda a todos proporcionou, orgulhosos e bem instalados, vão gozar as benesses do Costa e dos seus associados onde muito bem lhes apetecer.
Em alternativa, para o jornalismo, a opinião, os políticos, os pensadores de serviço, tais números não existem. Até aqui, no IRRITADO, comentadores virão dizer que tudo isto não passa de invenção, do cego passismo do blog e do seu autor, ou até de coisas bem piores.
O país inteiro está de tal maneira viciado em mentiras que tudo o que a geringonça disser é verdade, o futuro é risonho, estamos todos cheios de “direitos” – dos que dão dinheiro -, o Centeno é o máximo e, se as aldrabices do Costa, agravadas pela mão visível das esquerdoidas, do Jerónimo e do Arménio, forem por diante, todos ficaremos de barriga cheia, a fazer troça da “Europa”, a borrifar nos credores, na doce certeza de que alguém há-de pagar. Quem? Não interessa, o que for se verá.
O que vale é que parece que o diabo anda para aí a rondar e que começa a haver carecas por demais a descoberto. Mas isso é matéria para outros posts.
23.11.17

Deixe um comentário