É público e notório que a reforma dos tribunais realizada pelo governo legítimo teve um enorme alcance e, por isso, motivou o habitual espernear político e público.Atenta ás “justas reivindicações” das gentes, a geringonça, na fúria assassina das reversões, sacrificou a reforma e repôs, em descarada e demagógica manobra, a situação anterior. Reabriram tribunais, gastou-se não sei quanto e, pouco tempo depois, os brilhantes resultados começaram a surgir: tribunais sem juízes, funcionários das câmaras a suprir os oficiais de justiça, falta de meios, uma série de desgraças. Passado um ano, é possível fazer mais umas contas. Verifica-se que os tribunais repostos tiveram uma performance da maior relevância: 2 julgamentos por mês! Notável, esta reforma, ou retoma, obra maior da geringonça.
O rapazola da “educação” acha óptimo que os pontos sejam pré-conhecidos e até, na língua oficial, é dito que a inconfidência contribuiu para a diminuição dos chumbos. Repetir o exame seria, julga-se, anti-pedagógico, caro, uma chatice.
O indivíduo da defesa, responsável irresponsável, esse, como a tropa gastou menos 200 milhões de que o previsto, acha que não havia 95 mil para gastar em arame farpado.
O inenarrável Centeno, soube-se hoje, cativou em 2016 nada menos que 942,7 milhões, cerca do dobro do que a UE tinha sugerido. E há quem acuse os outros por terem ido (foram?) “além da troica”! Perguntar-se-á para que serve o orçamento se a despesa orçamentada é boa para o caixote do lixo.
O chefe do Exército demite coronéis, mas não demite coronéis. Tendo demitido sem demitir, quando a coisa aquece vem dizer que tem a mais profunda consideração pelos demitidos que não foram demitidos. Um alto exemplo das suas qualidades, como militar e como homem da confiança do governo e do Presidente.
Há mais. Muito mais. Mas fiquemos por aqui.
Facto é que, como sempre, tudo está na maior. O chamado governo está firme, impoluto, competente, a gerir os “nossos” interesses. A prová-lo, o cidadão conhecido como primeiro-ministro continua a banhos. Que outra prova será preciso para demonstar que tudo corre sobre rodas, sem erros nem desvios nem patacoadas nem crises nem demissões? E ainda há para aí uns irritados a dizer que a única demissão que é precisa é a do banhista!
5.7.17

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