IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


GRITARIAS

O grande argumento que tenho lido contra os OGMs (organismos geneticamente modificados) é o de que a “natureza”, perante a “ameaça” que tais coisas fazem às pragas, se vingará criando pragas novas. Sob esta capa, ou sem ela, vocifera-se contra as “patentes” – os fees cobrados pelas tenebrosas multinacionais que os inventaram e exploram.

Posto isto, veja-se o que é a história da humanidade no que tem de mais nobre, o domínio da tal Natureza, de forma a poder alimentar-se, progredir, viver, sem, regra geral, dar cabo dela. No caso das alterações genéticas, desde a mais remota antiguidade que o ser humano as pratica, mais que não seja via enxertos, cruzamentos, afinações de espécies, etc.. Sem tais práticas, nada do que comemos existiria.

Veja-se também o que, até hoje, foram os catastróficos resultados dos OGMs – nenhum. Nenhuma doença humana, nenhuma praga agrícola deles resultaram. O que de mau resulta é a berraria do ecoterrorismo, coisa que parece não pagar mal.

Epure si muove, dizia Galileu. O caso dos OGMs, a inquisição peudo ecologista berra, mas as culturas produzem o triplo. Os inquisidores actuais já não podem mandar as pessoas para a fogueira, mas chateiam à farta.

Parece que o PAN e adjacentes querem obrigar os produtos a declarar, via rótulo, se têm alguma sombra de OGMs. Ainda bem, estou de acordo: comprá-los-ei na mesma. Os demais que façam o que quiserem, na certeza de que terão, pelo menos, termos de comparação disponíveis.

 

12.6.17



Uma resposta a “GRITARIAS”

  1. Compreendo e até concordo com o Irritado, aqui e ali, quando a negociata é evidente. A febre “ecológica” é o exemplo clássico: querem impingir produtos, serviços, conselhos e especialistas, invariavelmente caros, mais a sua banha verde da cobra. Mexe com muito dinheiro. Há, no entanto, casos onde não se vê a negociata. Pelo contrário, a gritaria parece até ir contra ela. Um exemplo é o tabaco. Os fumadores tornaram-se quase criminosos. São desprezados e perseguidos. Nunca se viu tamanha fúria contra o fumo. Ora o dinheiro está do outro lado, na bilionária indústria tabaqueira. Logo, quem ganha com isto? Se calhar, temos de concluir, é mesmo a saúde da malta. Os OGM são outro caso. Se as multinacionais estão do outro lado, então o dinheiro está também desse lado. Até onde sei, as modificações vão além de meros enxertos ou misturas. Não se sabe ainda efeitos a longo prazo; e por estarem nas mãos das multinacionais – sim, os mamões deste mundo – a coisa cheira sempre mal. Quem ganha com a gritaria anti-OGM? Os agricultores tradicionais? Esses maltrapilhos, comparados às Bayers e DuPonts da vida?

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