Os barões da tribo do poder estão felicíssimos com o resultado das eleições holandesas. Não, não é o que estão para aí a pensar, não se trata da relativa derrota do Wilders. Foi bom, mas houve melhor: a derrocada eleitoral do camarada socialista dos caracolinhos, o odiado Jeroen Disselbloem (não sei se é assim que se escreve). Sim, dizem eles, o chefe holandês dos camaradas da Internacional Socialista levou uma tunda. Bem feita, bem feita, bem feita, nhá nhá nhá nhá nhá.
O que fez com que se apagasse a indefectível camaradagem da mãozinha marota, da rosa, da “aliança progressista”, substituindo-a por tão súbito ódio? O PS explica: nada menos que a austeridade que o homem, lado a lado com o tenebroso Schäuble, aplicou a Portugal, a política do TINA. O desviado camarada não percebeu que a poderosíssima influência da geringonça havia de pôr os holandeses contra ele. Não pecebeu, lixou-se. Eis a importância europeia, para não dizer universal, da nossa tão bela “solução” de governo! O homem “estava feito com a direita”, o PS puxou os cordelinhos, e pronto.
Além disso, o homem é um nabo. Não percebeu que, para ser governo, não é preciso ganhar eleições nenhumas, o que é preciso é ser um Jeroen da Costa, um tipo inteligente, honesto, íntegro, como demonstra a tradição, tão exemplarmente representada no PS português por homens da craveira de um Pinto de Sousa. Se Costa fosse holandês outro galo cantaria. Além de mau, o Jeroen é parvo. Tem o que merece.
Ainda bem que ainda temos por cá pensadores desta qualidade.
18.3.17

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