Exmo Senhor António Domingues
Venho cumprimentá-lo pela coragem que teve ao demitir-se, recusando submeter-se a uma das muitas leis celeradas que o politicamente correcto impõe e que, ainda que generalizadas, invertem valores que são, ou eram, consubstanciais ao Direito e à Moral.
Mais, e mais importante, a sua demissão corresponde à denúncia pública da alcateia de aldrabões que lhe prometeram o que prometeram, que não assumiram a respectiva responsabilidade e que, em vez de se retratar, lhe atiraram à cara com o odioso das suas próprias acções. Não é demais destacar os nomes dos principais culpados: Centeno, Costa e Marcelo.
Não sei se, nalguma democracia estabilizada (e honrada!), gente do calibre desta resistiria à condenação pública e política dos seus actos, bem como às respectivas quão óbvias consequências. Outros há ainda que, infelizmente, cederam à tentação de o condenar, assim contribuindo para isentar quem mais censura merecia. Em melhores panos também caem nódoas.
Não lhe peço mais do que tal denúncia. Mas digo-lhe que, se fosse comigo, não ficava por aqui. Convocava uma conferência de imprensa, punha os pratos sujos em cima da mesa e atirava à cara de toda a gente a sua declaração de rendimentos. Seria a mais merecida e violenta de todas as bofetadas.
Saudações irritadas
27.11.16

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