A demagogia, às vezes, não passa o nível do ridículo.
Olhem o caso do nosso Presidente. “Acusado” de usar um avião do Estado para ir ao futebol, fez, primeiro, constar que tinha pago a viagem do seu bolso. Alguém, bem ou mal, fez contas e disse que a viagem tinha custado 14.000 euros. E lá veio o “esclarecimento”. Não, o senhor Presidente viajou com mais 11 pessoas. Fez as contas ao combustível, dividiu por 11, e pagou 600 euros do seu heróico bolso.
Ora, ou o senhor Presidente viajou oficialmente (o que, diz-se, foi o caso), e usou um avião destinado exactamente a tal efeito, não tendo nada a pagar, ou foi em viagem particular, coisa que qualquer mortal fará por bem menos de 600 euros.
Parece que a doutrina dos afectos, afectando 10 milhões, a 600 euros cada, é tão baratucho quão ridículo.
*
Há muitos anos já, foi um jornal perseguido criminalmente por ter “acusado” o Presidente Eanes de se deslocar num helicóptero da força aérea a uma reunião preparatória da fundação do seu partido político.
O tal jornal acabou absolvido, uma vez que era público e notório que Eanes usava o fim do seu mandato para apoiar a criação dessa coisa absurda, inútil e contraproducente que foi o defunto PRD. A pé ou de helicóptero, era muito grave.
*
O caso dos nossos dias é bem menos grave. Mas Marcelo, em matéria de ridículo, ultrapassa largamente o seu antigo colega.
12.6.17

Deixe um comentário