IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


AS SANÇÕES DA GERINGONÇA

Segundo pitonisas várias, o IRRITADO enganou-se: vai mesmo haver sanções, sejam elas (diz-se) quais forem: desde “pena suspensa” até uns cortes nos subsídios, mas só, até ver, nada de muito incomodativo. Se acreditarmos nas prosápias do chefe Costa e do camarada Centeno, dada a extraordinária performance orçamental anunciada o primeiro caso fica resolvido a breve prazo. No segundo, resta saber quando e como se efectuam os tais cortes. Se forem já, atrasa-se o vinte/vinte, o que é chato. Se forem à percentagem, podia ser pior. Como já está tudo atrasadíssimo, sabe a chover no molhado.

Importante é olhar a razão invocada pelos sancionadores: o défice de quatro por cento em 2015, o qual, segundo várias opiniões, foi de três. E aqui é que a coisa se torna politicamente interessante. Porque não alega o chefe Costa a tese do três por cento? Porque não lhe interessa: o objectivo é culpar o governo anterior, quando o único fautor do aumento do défice é o actual.

É certo que a Comissão queria ver o caso Banif resolvido depressa. Mas nunca disse que era obrigatório, nem nunca nos encostou à parede por causa disso, como está mais que provado. O governo anterior fez várias propostas de solução, julgo que cinco. O que havia a fazer era negociá-las, ou fabricar outras. Nunca precipitar as coisas. Porque as precipitou o chefe Costa? Porque queria pôr as culpas para o défice de 2015, como é evidente.  Ou seja, a geringonça preferia as sanções, desde que pudesse atirar o odioso para cima de terceiros – a Comissão e o governo PSD/CDS. Com uma vantagem adicional: as sanções implicam visitas trimestrais da troica em versão actualizada, o que criará um novo bode expiatório para o caso de não serem cumpridas algumas “palavras dadas”.

Todo o palavreado contra as sanções, da “declaração de guerra” da Catarina à “Pátria ofendida” dos demais, não passa de baixa manobra, bem própria da moral republicana e social/comunista que nos desgraça.

  

28.6.16



14 respostas a “AS SANÇÕES DA GERINGONÇA”

  1. As sanções, quaisquer sanções desta UE, são uma fantochada tão grande quanto os défices. Os défices sempre foram uma treta arbitrária, cozinhada à vontade do freguês. Portugal, Grécia e outros – senão todos – sempre aldrabaram os défices. Tal como a França ficou, leia-se, admitiu ficar, acima dos 3%, e no pasa nada.Quanto às tricas pulhíticas do Costa e do Berloque, o Irritado deve ter razão.Dois episódios que ilustram estes tempos da Europa. Em Bruxelas, numa sessão extraordinária para debater o Brexit, o Juncker virou-se para os tipos do UKIP (UK Independence Party) e disse-lhes: «Lutaram pela saída. Os britânicos votaram a favor da saída. Porque é que estão aqui?»Sente-se um ambiente de, como dizer, vingança no ar. Como se o UK fosse um amante que nos rejeitou. Pouco depois, em pleno Paralamento Europeu, Nigel Farage, líder do UKIP, atirou +- isto: «a maioria de vós nunca teve um emprego a sério… nem jamais criou nenhum emprego». Comoção geral entre os eurodeputedos. O Schulz, presidente da coisa, teve de os mandar calar pois «agiam como crianças».Está a ver porque é que os radicais ganham votos e até referendos, Irritado? Por dois motivos: – porque dizem verdades que mais ninguém diz. – porque são mesmo verdade.

    1. Quando o deus Odin teve o encontro com o rei dos trolls (criaturas mitológicas) perguntou o que era preciso para que a ordem vencesse o caos. O rei dos trolls disse: “dê-me um olho seu que eu lhe digo”. Odin arrancou um olho e entregou ao rei dos Trolls, ele então respondeu: “o segredo é manter os dois olhos bem abertos”.Felizmente o fipinho tem os olhos bem abertos.

  2. Um artigo num site americano de direita. Traduzi-o para o Irritado. Tente enquadrá-lo na sua opinião sobre referendos…PORQUE A ESQUERDA DETESTA REFERENDOSUma queixa comum sobre o Brexit entre as figuras da Esquerda, na Europa e na América, é que os referendos são uma má ideia. Muitos lamentam que Cameron o tenha sequer proposto.Mas porque é que a Esquerda não gosta de referendos? Não apregoa representar “o povo”?Seria de esperar que, por isso mesmo, fosse a primeira a apreciar referendos. Então que se passa?A resposta diz muito sobre a Esquerda.Primeiro, a Esquerda preocupa-se tanto com “o povo” como a URSS se preocupava com os trabalhadores. Para a Esquerda as pessoas são meras figuras de retórica ou, quando apoiam a Esquerda, idiotas úteis.A Esquerda adora o poder, não o povo.Não entender isto é não entender a Esquerda.A União Europeia é o exemplo perfeito. É um exercício esquerdista para controlar pessoas – neste caso, nações inteiras. O euroburocrata sem cara e sem nome, a partir do seu escritório em Bruxelas, almeja controlar o máximo possível da vida de cada indivíduo europeu. Para a Esquerda as nações são entidades arcaicas, obstáculos ao ideal esquerdista de um mundo sem identidades nacionais. Esta utopia será governada por um clero secular e totalitário, composto apenas por partidos esquerdistas; intelectuais e media esquerdista; grandes empresas apoiadas em subsídios estatais; e sindicatos, cujos líderes partilham do mesmo amor pelo poder. Os parceiros do regime incluirão ambientalistas e feministas. Desde o início, o grande, senão o único, interesse da Esquerda nas pessoas foi controlá-las.É por isto que a Esquerda teme e despreza referendos. Um referendo dá às pessoas uma rara oportunidade de exercer poder.O povo do Reino Unido fez isto na semana passada. Disse que prefere ser britânico a ser um país sem identidade governado por Bruxelas. Vai daí, a Esquerda ficou em choque. Ninguém deve poder desafiar a Esquerda e safar-se. O Brexit representa um raio de luz, de optimismo. Mas a longo prazo, até referendos podem não nos salvar. Enquanto a Esquerda controlar a Educação e os media, fazendo lavagens cerebrais à população, esta acabará por votar pela sua própria destruição, como já acontece na instituição mais controlada pela Esquerda: a universidade.Entretanto, longa vida ao referendo: a última forma de expressão das não-elites e dos não-esquerdistas.

    1. Obrigado pela tradução. Não era precisa, mas é bemvinda.De acordo com quase tudo, à excepção do referendo, como deve calcular.

      1. Parecem o ‘rok e a amiga’

        1. Que tal “o tó e o pai dele”?

          1. nao seja mauzinho lol

    2. ze laranja mesmo antes de ler este excelente texto já vaticinava que uma das armas para combater a escumalha parasita da esquerda seria e é através de referendos.Por isso critico veemente PCoelho por ser um vesgo politico

  3. Desculpe lá sr. Filipe mas numa democracia é impossível alguém representar o Povo.

    1. ???!! Tal disparate, terá origem nos ares do Pico?

    2. Concordo, Sr. Picaroto: o povo representa-se a si próprio. Em referendos.Não apenas em referendos como o Brexit, raros e cheios de pompa, mas em todas as decisões relevantes que afectam o país e a nossa vida. Pode e deve haver votações regulares – nacionais, regionais e locais. Há muito que a tecnologia o permite.A canalha pulhítica é que não quer. Percebe-se porquê.

  4. Numa democracia o Povo é o Soberano como reza a Constituição. Como tal deve ser visto, sua Majestade, onde reside a autoridade do grupo que não é de nenhum. Caso contrário a democracia é uma treta. É difícil ver. Por isso as monarquias são mais estáveis.

    1. Continua nas “nuvens”!

      1. Saiu “anónimo”. Porém, devia sair: Alice Heimer

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