IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


UM FARTOTE

Segundo informação não desmentida, só em enfermeiros as 35 horas vão custar vinte e tal milhões de euros. Teremos ainda os médicos, os técnicos, os auxiliares, os mangas de alpaca, e mais umas centenas de milhar de funcionários, ou seja, mais umas centenas, ou milhares de milhões. A não ser que as cinco horas não precisem compensação em trabalho, isto é, que os funcionários andassem a ler o jornal durante cinco horas por semana – o que, em muitos casos, é, evidentemente, verdade.

Diz-se que tal aumento de despesa não é aumento nenhum, uma vez que será compensado por fundos provenientes não se sabe donde, sendo de pensar que, como a reabilitação urbana, sejam sacados à Segurança Social, entidade que tem os cofres a abarrotar e não sabe o que há-de fazer ao dinheiro. Se houver acréscimo de depesa, a lei é inconstitucional. Mas, saia a massa de onde sair, o grande especialista na matéria, senhor Centeno, dirá que a arranja “sem aumentar a despesa”. E pronto, fica assegurada a constitucionalidade. Pelo menos, é o que o senhor de Belém fez constar. Ficamos, mais uma vez, cheios de esperança num futuro radioso.

Muito disfarçadinha pelas barrigas de aluguer e pelas 35 horas, ficou a presidencial promulgação do fim da avaliação dos professores, mais um inestimável testemunho do progresso do reversionismo bolchevique em vigor.

O camarada dos bigodes embandeira em arco. O Jerónimo acha uma maravilha. As três desgraças e o careca da Bloca deitam foguetes. O Arménio faz um brinde comemorativo de mais este reforço do seu poder sobre a sociedade. O Presidente dirá que está a preservar a estabilidade. E vão todos ver a bola e aos arraiais de Santo António.

 

Um fartote.

 

8.6.16  



13 respostas a “UM FARTOTE”

  1. Em tempos idos, fiz um contrato de trabalho com o Estado Português onde ficou estabelecido que eu prestaria o meu trabalho técnico sob subordinação e orientação desse empregador. Nesse contrato ficou estabelecido que trabalharia 35 horas semanais e seria pago pelo montante estabelecido (reitera-se, contratualmente). Mais ainda ficou determinado que teria uma carreira.De boa fé assinei esse contrato.Bem, volvidos 10 anos unilateralmente e sem meu consentimento, o empregador Estado decide que vou trabalhar mais cinco horas e, pasme-se, ainda com diminuição do ordenado.Este contrato não se cumpre. Mas, os contratos estabelecidos com os privados e financeiros (vulgo PPP) são para cumprir religiosamente.Estranha forma de justiça de alguém que foi eleito para me representar.

    1. Avatar de Filipe Bastos
      Filipe Bastos

      Quanto às PPP, à Banca, à EDP e outros mamões, plenamente de acordo. Quanto à pseudo-representação desta classe pulhítica, na prática capachos de mamões, idem.Quanto ao seu contrato, há um pequeno problema: o seu empregador prometeu o que não podia. Além de o dinheiro não ser dele, pois quem lhe paga o ordenado são os meus impostos e os de todos os privados, o seu emprego não existe num país imaginário – existe num país concreto, pobre, endividado, onde os demais trabalham no mínimo 40 horas, ganham geralmente menos, não têm emprego garantido e, veja bem, também estão sujeitos a decisões unilaterais dos empregadores.A mais frequente dessas decisões é FALIR. E aí nem 40 horas, nem 35, nem nada. Problema resolvido.

      1. Tem piada, tive colegas no privado em melhores condições, quer de horário quer de ordenado e carreira (ex: H. Prelada). Não sei se o empregador “prometeu” (não é “promessa”; é contrato: sabe a diferença?) o que não podia. O que sei é que, à boleia, disso, tentaram também cortar, mas por negociação, não imposição.Quando diz que “quem lhe paga o ordenado são os meus impostos “, está a afirmar que os MEUS IMPOSTOS não contam? Ou quer dizer que eu não pago impostos? Haja paciência….para aturar neliberais, ou doutrinadores, de pacotilha

        1. Claro que paga impostos; mas até os seus impostos são pagos pelos meus. O dinheiro do Estado vem dos privados. São os privados que criam a riqueza que o Estado chula, perdão, cobra. O seu trabalho como enfermeiro, cuja importância ninguém nega, é pago pelos privados que financiam (à força) o Estado. Os seus impostos têm a mesma origem, pois não há outra. Quanto ao contrato e à promessa, é a mesma coisa. Eu até posso contratar consigo pagar-lhe um milhão por dia. Se não tenho como, o que vale esse contrato?

          1. sr «Anónimo 08.06.2016 16:02», tem a certeza que “os meus impostos são pagos pelos seus”? Tiradas a este nível só me recordo de uma dita por um doente que tive internado; mas era um pobre coitado a viver do rendimento social.Já agora explique o seguinte, de tão inteligente que é: o rendimento auferido por um privado após alta hospitalar a quem deve ser atribuído? Devo informar que este doente só sobreviveu por influência da ação hospitalar, cujo rendimento bastante elevado é tributado.

          2. Avatar de Filipe Bastos
            Filipe Bastos

            O «Anónimo 08.06.2016 16:02» sou eu, não inseri o nome e o sistema do Sapo deixa passar. O que v. ganha é pago por impostos privados. Os seus impostos são a mesma coisa. Como é óbvio, não é? De onde acha que vem o dinheiro do Estado?Quanto à sua pergunta: «o rendimento auferido por um privado após alta hospitalar a quem deve ser atribuído»? Ou seja, como o hospital cumpriu a sua função, isto é, aquilo para que lhe pagam, deve passar a receber uma comissão dos rendimentos de quem salvou? É isto?

          3. Não é isso. Ou seja, não deve receber ‘uma comissão’. Deve é ser reconhecido que a minha actividade produz valor. É isso, entende?

        2. Senhor enfermeiro não se esqueça de tomar os medicamentos a horas e todos os dias.As doenças crónicas têm destas coisas.Dá-me música que eu gosto

          1. Sr enfermeiro, não deia música a parvalhões. Faça-lhes antes a mortalha.

  2. Avatar de Condemontanellas
    Condemontanellas

    Se o senhor Centeno diz… é verdadeSe o senhor Toninho da Costa confirma… é certo, in seguro e onradoSe o senhor dos Martelos promulga … podemos dormir descansadosOs guardiões do sepulcro sabem o que fazem Podemos com toda a tranquilidade ir para o arraial de santo antónio enquanto eles vão para França ver os jogos de coicebol.Viva a peluda

    1. Avatar de Ellasmontamcondes
      Ellasmontamcondes

      ganda parvalhão que gosta de ser “montado” na passada e pelo “passado”

  3. Sr. Filipe, sr. Anónimo, e já agora sr. Enfermeiro, essa vossa argumentação de tão paleolítica que é, espanta. Eu não pago impostos. Porque enquanto sujeito activo apenas declaro o rendimento que tive. Depois passo a sujeito passivos e os impostos são retirados do meu rendimento.Como são retirados não respeitando os princípios da universalidade e equidade e depois são entregues banqueiros pouco recomendáveis posso dizer que ando a ser roubado, não para o sr Enfermeiro que trabalha e merece receber o seu salário.Um povo que não consegue estabelecer o seu estado jamais será soberano e conseguir alguma coisa. O povo cigano é um exemplo.

    1. lá do alto do Pico, a probabilidade de ver as coisas correctamente são muito diminutas. Daí, a sua visão das coisas ter uma desculpa séria. No entanto, aconselho a procurar ajuda..

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