Se me dissessem que, um dia, havia de estar de acordo com o Vasco Lourenço, responderia que “dessa água não beberei”.
Mas bebo. Vasco Lourenço foi aos baús onde tem andado a esconder a sua antiga condição militar para se meter no primarismo esquerdista, e lá terá encontrado vestígios de dignidade profissional. Por isso, defendeu, e bem, que nenhum militar digno desse nome deve aceitar o lugar de Chefe do Exército enquanto o idiota (para dizer o menos) que é chamado ministro da defesa não for corrido pela porta dos fundos.
É evidente, para quem ler com olhos de ler as declarações de um responsável do Colégio Militar sobre a hipótese de haver deficientes sexuais na instituição, verá que tais declarações não contêm qualquer sombra de “homofobia”, ainda menos qualquer afronta ao constitucional Boi Ápis. O que ele disse foi que, a haver tais tendenciais manifestações em algum aluno, deveriam os pais ser avisados, a fim de lhes dar oportunidade de aceitar ou não que ele continuasse, com eventuais dissabores, a estar no Colégio.
A polémica foi lançada pelos habituais trombones, gente que merece tanto crédito, sobretudo em assuntos militares, como um rato dos canos em matéria de música clássica.
O idiota chamado ministro, porém, resolveu tocar a harpa da moda. Quis mostrar-se progressista, esquerdista, homofílico, à la page. Com isso ultrapassou competências legais, desmereceu de gente respeitável, quebrou hierarquias, ofendeu quem não devia ser ofendido, mostrou a mais radical incompetência para a função, tudo para alinhar no que “está a dar”. Um alarve engalanado. Se o Almada fosse vivo, mandava-o “meter o penacho no rabo”.
Espero que ainda haja militares dignos do nome e que nem um aceite trabalhar sob as ordens do alarve.
É a opinião do Lourenço e, quem diria, é também a minha.
13.4.16

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