IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


UM FUTURO PROMISSOR

 

Deu-me, neste momento, para pensar em trabalhadores, não no sentido que as pessoas normais dão à palavra (pessoas que trabalham), mas em sentido “real”, isto é, socialista radical, herdado dos tempos em que havia “proletariado”, ou equivalente.

Esta versão do conceito serviu para justificar revoluções diversas. Os “trabalhadores” foram a base sociológica e a tropa de choque do bolchevismo soviético, do comunismo chinês, do castrismo cubano, como o foram do nazismo e do fascismo. Todas as grandes – as mais sangrentas – ditaduras do século XX se serviram da chamada “classe trabalhadora” para sustentar ou justificar o poder brutal e absoluto de outras classes. Arbeit macht frei, ditadura do proletariado, bravi lavoratori

Outra constante dos regimes extremistas do século XX foi o nacionalismo, concebida a “Nação” como algo que se define pela exclusão de quem à Nação não pertence e que é, sem excepção, um inimigo potencial. O próprio “internacionalismo proletário” nada tinha a ver com cooperação internacional, mas com somatórios de “lutas” do mesmo sentido e orientação contra a “democracia burguesa”, lutas todas elas “nacionais”.

Tudo isto morreu, as guerras que isto provocou acabaram, julgar-se-ia que para sempre.

Chegada a crise económica e financeira do mundo ocidental, com as suas inevitáveis consequências sociais e políticas, eis que o mesmo tipo de apelos começa a ter eco nas chamadas “massas”. Surgem regimes “fortes” à direita (Hungria e Polónia), partidos ultra-nacionalistas como o Front National em França, partidos como o Podemos, o Syriza e o Bloco de Esquerda, surgem os “tempos novos” como o de Costa e de Nóvoa, desta feita por puro oportunismo e desonestidade política.

Tudo gente apetrechada com os mais miríficos remédios para a “austeridade”, umas vezes contra a “esquerda” outras contra a “direita”, consoante as oportunidades ou os poderes em vigor. Em Portugal, não esqueçam, acresce a presença, agora dominante, do mais retrógrado partido comunista do mundo, ainda por cima com profunda penetração num sindicalismo ainda mais troglodita que ele.

Comum a todos, à esquerda e à direita, a “recuperação da soberania nacional”, um isolacionismo feroz, a recusa da democracia como é conhecida, o alegado amor a “direitos” ou ao que como tal defendem, sem, minimamente, cuidar do que os poderia pagar.

As estruturas supra-nacionais em vigor na Europa sofrem de défice democrático por não ter sido criado um universo político europeu que as sustente e legitime mais profundamente. É evidente que, dada a profundidade da crise europeia, que vai muito para além das questões financeiras, bancárias, ou até institucionais, os poderes europeus não conseguem, nem se sabe se algum dia conseguirão, encontrar remédio para os males que os afectam. Daí a ressurreição dos isolacionismos, dos nacionalismos, dos socialismos nefelibatas, personificados em estranhas figuras, tais Tsipras, Marine, Martins, Costa e quejandos, o que tem catastróficos resultados, já à vista (Grécia, por exemplo), ou os terá a curto/médio prazo (Portugal, por exemplo). Um dia, sabe Deus quando, alguém reporá as coisas no são. resta saber como, quando e após quanto sofrimento.

 

11.1.16

 



3 respostas a “UM FUTURO PROMISSOR”

  1. Portugal sem as colónias é uma galinha sem penas. Só serve para churrasco. Já a andam a preparar com gindungo, sal e alho. É a “reposição” possível…

  2. Nem só os extremistas apelam aos “trabalhadores”. Todos os partidos o fazem, até o seu caro PSD + CDS. Como é óbvio: alguém é eleito, seja em que país ou tempo for, a fazer campanha para magnatas e banqueiros? E todos os regimes os usam: as ditaduras com mais repressão, as partidocracias com menos, mas todos vivem do trabalho e dos impostos da classe que produz. Sem esta, que fariam e para que serviam os políticos?O nacionalismo sempre existiu nos EUA, com as suas bandeirinhas e a sua realpolitik agressiva contra o resto do mundo, mas como são os “bons” não faz mal. Existe realmente um défice democrático, pois ninguém realmente escolhe ou decide nada. Continuamos sujeitos às escolhas, decisões, prioridades, caprichos, trafulhices, e acordos opacos de uma pequena classe dirigente, como acontecia há séculos entre monarcas e outros privilegiados. Esta partidocracia é apenas um passo, que será visto no futuro como pouco acima das monarquias absolutistas.O remédio do Irritado é simples: regredir. Pela primeira vez na História, quem governa promete um futuro pior do que o presente. E muita gente já aceita isso. Eis o extraordinário feito da ditadura financeira, intrinsecamente improdutiva, parasita e mafiosa, que realmente governa o Mundo e estas “democracias”.

    1. O seu primeiro parágrafo, se não o conhecesse, far-me-ia chamar-lhe ignorante. O segundo, é o costume, nada acrescenta.

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