Acha que os comunistas comem criancinhas? Não? Ainda bem. Eu também acho.
A não ser… a não ser que tomassem o poder e que, como em tempos sucedeu na Rússia e na China, o resultado das suas salvíficas ideias e políticas se cifrasse nas vagas de fome e de miséria que são a sua consequência lógica e inevitável. O canibalismo, com estranhas e selváticas excepções, é, as mais das vezes, fruto da fome.
Hoje, mutatis mutandis, o ambiente não é propício a tais práticas. Desde há umas décadas, tal fome e tal miséria não são de magnitude que as justifique. Mas lá estão, com grandeza proporcional ao zelo e à eficácia com que as ideias e políticas comunistas são seguidas. Veja-se Cuba, veja-se a Venezuela, veja-se a Coreia do Norte: mais comunismo, mais fome: directamente proporcionais. Não digo isto por ser anticomunista, ainda que o seja, e com muito orgulho. É só olhar à volta e ver o que se passa e tem passado. Sempre! Mera observação dos factos, que a ninguém pode causar dúvidas. Em Cuba, passadas décadas e décadas de miséria e de total ausência de liberdade, bastou uma aberturazinha na ortodoxia do PC para se observar um pequeno alívio. Na Venezuela, à medida que o socialismo “bolivariano” se vai afirmando, vão-se esvaziando as prateleiras dos supermercados e enchendo as prisões. A Coreia do Norte, apesar do Bernardino e do nosso PC dizerem que é uma democracia (!?), a ideologia, aplicada com grande rigor, resulta em evidente e generalizada fome – é certo que minorada pelas ajudas humanitárias do capitalismo. Mas não é certo que não haja por lá quem que, à míngua de salsichas, coma criancinhas.
Em novo, achava que os comunistas não comiam criancinhas… se o partido tal não mandasse. Um exagero imperdoável. Exagero aparte, se o poder comunista se implantasse entre nós, o PC, sendo muita a fome, acabava por ter compreensão para com tal prática “dos trabalhadores e do povo”. Tudo, como é óbvio, por “culpa do capitalismo e do imperialismo”. Na versão mais suave do BE e do Pedro Nuno Santos, a “culpa” seria da Merkel e dos mercados.
Não me parece que, por cá e apesar de tudo, alguém venha a alimentar-se de tão desumana forma. Coisa que, se os comunas mandarem (já estiveram mais longe, não é, ó Costa?), se ficará a dever aos nossos brandos costumes.
14.11.15

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