IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


DE VOLTA AOS DEBATES

Um estrangeiro que aqui chegasse e não conhecesse o país, ao ler os jornais concluiria que uma tal Catarina Martins (que ele não sabe quem é) seria uma espécie de Tatcher, ou Merkel, a líder máxima da política portuguesa, por isso a mais desejada presença na “informação”. Conclusão razoável e legítima de quem a vê em quatro debates, sendo que os políticos menores, como Costa ou Jerónimo, não passam de três, e os ainda mais insignificantes, como Passos e Portas, se ficam pelos dois.

Desde o meu último post sobre o assunto já houve várias alterações ao mapa “debatitório”. Mas a “correlação de forças” continua na mesma. Justifica-se. Não é verdade que, de todos os políticos de serviço na TV, a rapariga é única que aparece todos os dias, por uma razão ou outra, ou por razão nenhuma? A mais desejada, pelo menos pelos jornalistas, assim demonstrando justa atenção às necessidades informativas do povo.

Mantêm-se além disso as devidas proporções. Não é verdade que os partidos da esquerda proliferam por aí como formigas com catarro, e que os outros são só dois? Por isso que, pelos distintos critérios informativos em vigor, é perfeitamente lógico e natural que os primeiros tenham garantido dez presenças nos debates, e os segundos quatro. 71% para uns, 29% para outros. Não é lógico? Mais que lógico, é admirável e muito democrático. Usando outro critério, teremos a esquerda com duas vezes e meia as presenças do centro e da direita (250%).

Como no faduncho, tudo isto existe, tudo isto é triste, tudo isto é caca.

 

29.8.15



4 respostas a “DE VOLTA AOS DEBATES”

  1. Após ler o Irritado, o mesmo estrangeiro pensaria que os debates são importantes; que, como na Inglaterra ou nos EUA, os candidatos debatem questões que realmente interessam aos eleitores. E pensaria que Passos e Portas, coitados, não mandam nada e têm de se conformar com o que lhes dão. Mal sabia o estrangeiro que: 1) os debates são mera trampa ideológica, no caso dos comunas, e demagógica, no caso do Centrão; 2) Passos e Portas é que fogem aos comunas, pois só lhe importa o Costa. Vão debater com os comunas o quê, e para quê?

  2. Mas ó Irritado, que são os debates perante a notícia do ano: o seu caro Santana desistiu de Belém! E, claro, foi à TV explicar porque era o candidato perfeito. Que PR o mundo perdeu… mas antes um tacho na mão que dois a voar, né verdade? Sabe, já pensei se o seu Santana, bem lá no fundo, até será o tipo decente que V. diz. Mas basta ouvi-lo: é “Engº Sócrates” práqui, “Dr. Costa” práli, mais o “Dr. Sampaio”, e o “Dr. Jaime Gama” – que pena não se candidatar! – e mais uma catrefada de Senhores Doutores… até ao gato deles deve chamar Senhor Tareco. E depois diz, em tom de pastor, que a política deve ser edificante, bonita, elevada. Uma coisa assim de cavalheiros. Como se não estivesse imerso até aos cabelos, há 40 anos, no pior esgoto pulhítico da Europa ocidental.Receio que seja isto o seu Santana: um mamador veterano do status quo. Cheio de graxa e respeitinho, trata a escumalha à sua volta como ele próprio gostaria de ser tratado. Debalde: respeito é coisa que ninguém lhe tem.Os chulos, chulões e trafulhas a quem ele se curva, como o Vitorino, estão-se a borrifar para ele; sabem que é dum escalão inferior da pulhítica nacional, e sempre o será. Foi PM por engano, deixou “obra” e calotes numas câmaras, e manda umas postas nos congressos. É tudo. No outro dia li algures: “O Menino Guerreiro não entendeu… que a Misericórdia era uma prateleira e não um trampolim”. Parece que entendeu agora.

    1. “…Misericórdia era uma prateleira e não um trampolim”? Não seria antes uma “xuxadeira” ou mamadeira?

      1. Creio que “xuxadeira”, dada a proximidade a xuxa/xuxalista, pode ser reservada para tachos do PS. Já “mamadeira” confunde-se com a ilha do mesmo nome, onde quem mama é o PSD, mas noutra escala. Neste caso, a Misericórdia é mesmo uma PRATELEIRA: a chefia do PSD arrumou lá o Santana, como quem arruma umas peúgas. Parece que nem mama salário. O tacho vale pela notoriedade, pelas mordomias, e pelas negociatas.Por exemplo, nomeou vários compinchas para altos cargos. São favores que lhe hão-de pagar. E a Santa Casa movimenta milhões de euros, que servem para muitas compras e adjudicações a empresas amigas. Mas atenção, o Santana é gente séria.

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