Para quem ande distraído, o Abe é o PM do Japão. Tem vindo aí, diariamente, nas notícias. A correcção política da moda critica-o acerbamente por dois motivos, a saber: o homem não pede desculpa pela II Guerra Mundial, só diz que foi um erro que muito lamenta; o homem diz que vai reabrir as centrais nucleares.
O politicamente correcto acha que o homem – e o Japão – se deviam pôr de joelhos perante o mundo, e pedir desculpa pelo que, há 70 anos, fizeram os avós os actuais japoneses. O Abe não vai nisso. Tais mariquices são para tipos como o Soares, que pede desculpa pela expulsão dos judeus, no século XVI, como se o Senhor Dom Manuel I lhe desse procuração para tal. Foi um erro, é certo, mas as desculpas fazem lembrar a fábula do lobo e do cordeiro: não foste tu, foi o teu pai!
As centrais nucleares do Japão são a base de quase toda a indústria do país. Sem a energia barata que fornecem, jamais teria havido o “milagre japonês”. É certo que houve um terrível acidente, não por culpa de uma central, mas fruto dos chamados acts of God. Culpar o nuclear pelo que aconteceu é o mesmo que culpar a sodomia pelo terramoto de 1755.
O Abe não se põe de joelhos nem desiste do nuclear. Viva o Abe!
17.8.15

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