IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


M&M

Nesta história da corrupção há mais vozes que nozes,isto é, se às vozes correspondessem nozes que se vissem, era preciso um campo de concentração para meter essa floresta de corruptos que sugam a Nação, roubam o Estado, trafulham impunemente por toda a parte.

Dois exemplos paradigmáticos de vozes: um senhor Morais e uma senhora Morgado, ambos possuídos das mais profundas convicções sobre a matéria.

O primeiro chega ao ponto de querer ser Presidente, para poder dar largas ao seu ínclito combate. Muto bem. Força, ó maravilha fatal da nossa idade! O homem já acusou este mundo e o outro das mais inacreditáveis porcarias. Até é capaz de ter razão. O pior é que tem uma dificuldade terrível em fazer-se acreditar. As investigações, as denúncias, os artigos, as entrevistas, os livros, a cobertura “mediática” das suas actividades, tudo tem, até agora, resultado num rotundo zero. Porquê? Porque o homem não passa de um torquemadazito do quinto esquerdo, ou porque o “sistema” sabe defender-se das suas maquiavélicas teorias? Não sei. Facto é que este cidadão devia pensar em oferecer os seus préstimos à Judiciária, onde talvez fosse útil com a sua tão eficiente vocação policial, em vez de andar a desbocar-se por todos os lados e a não levantar mais que poeira político-inquisitorial. De nozes, népia.

A segunda desdobra-se em furibundas declarações de teor afim das do primeiro, com os mesmos resultados práticos. Com uma agravante, que é a de se tratar de uma magistrada do MP, com a faca e o queijo na mão para concretizar as acusações. Nem pensar. Na sua opinião, o MP não tem meios, os procuradores têm medo(!!!), até porque ganham pouco e os malandros muito(!!!). Das tão altas acusações que a senhora vai produzindo, e que não passam, como é evidente, de coisas genéricas e opinativas, nada se conhece que a senhora tenha feito de concreto, ou visível. Mais uma vez, nozes nem vê-las.

Pergunto: dado o exposto, não era melhor que se calassem? Fica a pergunta.

Ou então que concretizassem, se queixassem, produzissem alguma coisa com consequências outras que não a de excitar a opinião pública, a quem nada de concreto oferecem para além de uma proposta de ódio a tudo o que mexe nesta santa terrinha.

O IRRITADO recomenda vivamente a leitura de um livrinho que, provocatoriamente, se chama Eloge de la Corruption, onde a autora se pergunta até que ponto este tipo de moralistas encartados não serão, eles mesmo, mais indutores de corrupção do que a núvem dos genericamente atingidos pelas suas perseguições. Fica a sugestão.

 

14.4.15



5 respostas a “M&M”

  1. Não li o livro sugerido pelo Irritado, mas a avaliar pela apresentação – «J’affirme que ce sont les incorruptibles qui sont dangereux» cheira à boa e velha indulgência, tão do agrado do Irritado, que prefere encolher os ombros e deixar andar a bandalheira enquanto ataca quem a denuncia. É geralmente acompanhada da fé, por definição irracional, no “Estado de Direito” e nas “instituições”. É o que os americanos chamam um catch-22: só a polícia e Justiça devem actuar contra os corruptos; mas são os corruptos – a começar pelos políticos – que controlam a polícia e a Justiça. Como poucos são apanhados, muito menos condenados, calando as denúncias os corruptos gozam de dupla impunidade. Têm o proveito sem a fama. O Irritado clama por nozes, mas o que o irrita mesmo são as vozes. Isto é transparente nas suas apreciações: torquemadazito, moralistas encartados, destiladores de ódio. Eles é que são o verdadeiro, o odioso problema! O importante é calar quem chama os bois pelos nomes. Sobretudo os bois laranja… como o Relvas, essa «poça bem cheirosa».

  2. A piada do dia. No tempo da lista VIP falámos aqui da máquina fiscal, e eu disse algo do tipo “até um bebé já deve estar na mira do Fisco”. Pois bem: «O Fisco notificou uma criança de quatro anos para pagar uma dívida de Imposto Sobre Veículos. Quando contraiu a suposta dívida, o pequeno David tinha apenas seis semanas. A família, residente em Santa Comba Dão, recebeu a notificação para saldar uma dívida relativa a um automóvel. A progenitora recusou-se a pagar a dívida e decidiu reclamar. Para isso, teve de perder um dia de trabalho e ainda gastou 21 euros para provar que o veículo não pertencia ao menor.» Seis semanas de idade… perder dias e dinheiro para provar que não se deve… ó Irritado, o SAQUE do seu governo corre bem!

    1. A propósito do fisco, o irritado tem 3 impugnações em curso contra a AT, e já ganhou outra. Desta, não sabe quantos anos levará a receber o dinheirinho. Não é bonito, caro Bastos, tirar conclusões de premissas desconhecidas.

    2. A propósito do fisco, o irritado tem 3 impugnações em curso contra a AT, e já ganhou outra. Desta, não sabe quantos anos levará para a receber o dinheirinho. Não é bonito, caro Bastos, tirar conclusões de premissas desconhecidas.

      1. Que premissas? Não culpei o Irritado: culpei o governo do Irritado. Claro que não foi o PM ou um ministro a taxar a criança, mas foram os zelosos cães-de-fila às ordens deles. O episódio reflecte a mentalidade vigente – taxar primeiro, perguntar depois. É um regime de SAQUE e perseguição. Menos para certos VIP, claro…

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