Segundo consta, vai haver larga cópia de polícias contra os polícias que vão, outra vez, manifestar-se. Desta feita, parece que a peocupação do governo será a de garantir que a mesnada não subirá as escadas do Parlamento.
Felizmente, os promotores da coisa, já vieram esclarecer-nos sobre o assunto, assinalando diversas circunstâncias de relevo.
Assim:
- Da outra vez, a subida das escadas foi um “gesto simbólico”, não teve nada a ver com desobediência, arruaça ou ordinarice;
- Apesar disso, se tal vier a repetir-se, já se sabe que será obra de “elementos infiltrados que nada têm a ver com os polícias”;
- Aliás, “há apelos nas redes sociais de grupos anti-governo para comparecer na manifestação” o que “pode provocar conflitos”;
- A mobilização de forças ordenada pelo governo nada tem a ver com seja que riscos for. É coisa “anormal e intimidatória”. O ministro até parece que “está desejoso que alguma coisa aconteça de mal”. Por outro lado, é evidente que “quer meter medo aos manifestantes”;
- Um representante da organização veio, aliás, e com toda a razão, informar que “não pode garantir que não haja conflitos”;
- Os polícias estão revoltados porque não deviam ser atingidos pelos cortes na função pública, já que têm “mais obrigações que os outros” e têm que ter “um tratamento diferenciado”.
Poderia o IRRITADO tecer judiciosas considerações sobre estes esclarecimentos, generosamente prestados por diversos promotores da manifestação. Mas prefere deixar essa tarefa a quem quiser pensar um bocadinho no assunto.
6.3.14
António Borges de Carvalho

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