IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


DA DIGNIDADE DOS MAGISTRADOS


Se os excelentíssimos magistrados olhassem durante um minuto que fosse a opinião que os portugueses têm deles, espressa em sondagens várias, todas apontando no mesmo sentido, talvez pudessem vasculhar nos confins da consciência, se a têm, e chegar à conclusão de que talvez não fosse mau adoptar uma atitude um pouco menos arrebitada.

No entantro, fazem o contrário, ou pior.

Fingem que não percebem que pouco há quem tenha por eles um mínimo de consideração ou de respeito.

Recusam-se a perceber que, por injusta que considerem a opinião popular a seu respeito, não pode deixar de haver nela qualquer coisa que tenha com o seu, deles, comportamento.

Entretêm-se a criticar o legislador em vez de fazer a mínima auto-crítica ou de pensar no papel que lhes cabe na qualidade da justiça.

Declarando com orgulho que não são funcionários públicos, comportam-se como as mesnadas de descontentes que pululam nas repartições do Estado e que fazem os possíveis por tornar ainda pior a situação que todos vivemos, ao mesmo tempo que clamam pela gratidão que lhes é devida pelos altos serviços que nos prestam.

Comportam-se como os estivadores dos portos ou os motoristas dos transportes publicos. Olham o próprio umbigo e pensam que estão a ver o universo.

Não percebem que o poder que têm, dado por via académica e administrativa, não por eleição, devia começar por ser respeitado, por excepcional, pelos próprios, antes de por quem quer que fosse. A paga é não ser respeitados por ninguém, o que é grave para o Estado, para os cidadãos e para a Justiça.

Consideram-se órgãos de soberania , coisa que não são. Órgãos de soberania são os Tribunais, não os juízes.

Alargam indevidamente o conceito de independência própria, quando, mais uma vez, independentes são os Tribunais e não os juízes, e mesmo os tribunais só o são no acto de julgar.

Sendo mais bem pagos que a generalidade da população, acham-se acima da crise e reclamam mais dinheiro.

Tendo-se em tão alto conceito, eximem-se a agir em conformidade, ao ponto de avançar com sindicatos, greves e outras atitudes absolutamente impróprias.

 

O IRRITADO, ciente da inutilidade do desejo, sonha com um tempo novo, em que os magistrados tomem consciência da sua posição na sociedade e a respeitem, como se deviam respeitar a si mesmos.

  

14.11.13

 

António Borges de Carvalho



12 respostas a “DA DIGNIDADE DOS MAGISTRADOS”

  1. Avatar de XXI (Militante PSD)
    XXI (Militante PSD)

    Greve em poderes de soberania (legislativo)? Est modus in rebus. Estou com o Dr. Marinho Pinto: ABSURDO!!!p.s.- tal afirmação (est modus in rebus) significa (literalmente) que “há uma justa medida (“modus”) em todas as coisas (“rebus”) é atribuida ao poeta romano Horácio.Habitualmente usa-se em tom de advertência, quando se pretende sugerir que algo está a passar os limites do tolerável.Para mim “rebus” são rebos (calhaus) e, pedro é calhau (pedra), daí entender tal asserção como “colocar as pedras (ou pedros) no seu lugar” –

  2. PERDÃO: arreliador “lapsos calami”, não é (legislativo), outrossim (judicial).

  3. Este blog tem dois bombos da festa: esquerdistas, e magistrados. E como os magistrados são também esquerdistas – com greves, reivindicações, etc. – tornam-se numa espécie de burro do cigano, sempre a apanhar no lombo. Por mim, encantado; chulos e chulecos devem ter sempre o lombo em brasa. É malhar-lhes, e malhar-lhes bem. Só lamento que os piores de todos – a classe política, ou pulhítica – sejam aqui sistematicamente branqueados, apenas porque o autor é compincha de uma série deles. —————————- Mudando de tema, eis algo que li hoje: Esta semana, uma falha do site do Público dava como actual uma notícia com quatro anos. E o que dizia a notícia? Que o Governo português de então, em sintonia com a União Europeia, pagava 75 euros por cada vitelo incinerado aos 15 dias de vida. A notícia, que até parecia mentira, era confirmada pelo Governo Regional dos Açores. Mais: «nos últimos dois anos, cerca de DEZ MIL vitelos foram mortos e incinerados na região». Razão: o subsídio atribuído pelo Governo e pela UE era mais vantajoso do que comercializar os animais vivos. Por cada vitelo (vivo) vendido, os produtores só ganhavam 50 euros. Era assim mais rentável abater os animais e queimá-los do que vendê-los. Mais: «Sem esta retirada de vitelos teríamos seguramente hoje o mercado de carne em baixa», disse então à RTP Noé Rodrigues, Secretário Regional da Agricultura do Governo Regional dos Açores. Ou seja, para não baixar o preço da carne era preferível abater os animais. —————————- Meus caros, se tiverem uns segundos, meditem sobre o que acabei de transcrever. Mas a sério, não superficialmente. Talvez concluam em que raio de país, e de Europa, é que vivemos.

    1. Quem és tu, “Mudando de tema”?

    2. Caro Filipe.Vê-se cada coisa…Que se pode dizer?Olhe.et modus in rebus,que é qualquer coisa que tem a ver com calhaus.

  4. Como “disse” um primo, sempre a “roubar”, desde D. Afonso Henriques!

  5. Essa gente devia levar com uns rebus na tola,ou com outras coisas da coltura wikipédica!

    1. Vai à “berdamerda 31 DA ARMADADA, que é o “teu lugar”.

  6. Sr. Irritado, costumo eleger mandatários, não mandantes e muito menos tiranos que se armam em donos disto. Falhei ao votar no PSD para a AR. A legitimidade dada em eleições cessa de imediato após as tomadas de posse.. Colmo dizia o Dr. Salazar: «Governar não é mandar».Não consta que andasse a driblar as leis.

    1. Salazar, ou governava por despacho ou mandava os “despachos” a outros, para que por ele “despachassem”.Talvez não driblasse as leis, o que era fácil. Era ele quem as mandava fazer… e, se sentisse tal necessidade, fazia uma lei a dizer que era preto o que, na anterior, tinha declarado branco.Outra questão: acha que o PSD governa como quer, ou como como querem aqueles a quem o PS entregou a “lei”?Quanto à legitimidade, porque será que os fiéis da Constituição não conhecem aquela regra tão simples que diz que os mandatos são para quatro anos, e passam a vida a chamar ilegítimo ao que a tal Constituição diz ser legítimo?

      1. Os mandatos são para 4 anos. E o programa eleitoral, é só para enganar os parolos dos eleitores? Não é para cumprir? Acha legitimo “burlar” desta forma os eleitores, como fez descaradamente o sem vergonha do seu “dono” Pedro Passos Coelho?

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