O IRRITADO sempre se irritou, e irrita, quando vê infraestruturas destinadas à utilização das pessoas ocupadas por maratonas, corridas de bicicletas, manifestações, etc. Concede que há casos em a coisa talvez se justifique. Mas não há dúvida que se trata sempre de incomodar e prejudicar a maioria, isto é, os que não entram em corridinhas, não andam aos gritos no meio da rua, etc..
Às vezes, custa ver a PSP, a GNR, a protecção civil, a ajudar quem perturba, a perturbar a vida do cidadão comum.
É evidente que corrida nenhuma devia ocupar a ponte velha, ou a nova, ou outra ponte qualquer.
E, no entanto, o sô Carlos, que quer fazer uma das suas (leia-se, do PC) habituais farras na ponte velha, perante as mais que justas dúvidas quanto à autorização para tal, responde “era o que faltava”. Ou seja, o sô Carlos – quer dizer, o PC – manda em nós, qual poderoso PIDE que não dá satisfações ao povo. Ele quer, e acabou-se. E, se quisesse fazer a farra no palácio da Ajuda ou em Fátima, porque não? Era o que faltava, o sô Carlos manda, e acabou-se.
Mais espantoso ainda é que as chamadas autoridades, em vez de, simplesmente, indeferir a pretensão, andem para aí a elencar “riscos” e, até a propor-se “dialogar” com o sô Carlos, pessoa com quem, por definição, o diálogo é impossível. Ou seja, que se deixem apanhar na armadilha do bolchevista, dando-lhe uma oportunidade de ouro para espraiar a sua “indignação” perante “mais um atentado contra a liberdade de manifestação, a democracia, a República, os direitos humanos, etc., tudo coisas que a ideologia do sô Carlos jamais admitiria se montasse o cavalo do poder. Mas isso é pormenor, não é?
A bagunça está aí, com a multidão “informativa” a dar-lhe as devidas honras.
É o que o sô Carlos quer. É o que o PC manda. É o que as “autoridades” temem.
Pobre país! Pobre democracia!
12.10.13
António Borges de Carvalho

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