IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


O SONO DA RAZÃO

 

Anda por aí uma polémica dos diabos por causa de uns tenebrosos senhorios que se acham no direito de receber rendas dos inquilinos e que, quando não as recebem, se dedicam a condenáveis actos de desespero, tentando fazer justiça pelas suas próprias mãos. Vão presos, está claro, como não pode deixar de ser.

Para além da chamada justiça punitiva, estas coisas deviam fazer o governo pensar um bocadinho sobre o novo e famoso RAU. É que, possuído de fervor democrata cristão, o tal RAU envolve os despejos em tantas e tais teias, que ficou tudo mais ou menos na mesma. E era tão fácil remediar o problema! O inquilino que não provasse ter pago renda duas ou três vezes era despejado, e pronto. Sem “balcões”, sem tribunais, sem tipos a fazer “justiça” privada, nada. Rua, e pronto. Tarefa para a polícia municipal, sem mais requerimentos, acções, advogados, tribunais, etc..

Se o Estado resolvesse ter preocupações sociais, então que criasse um fundo qualquer para proteger os despejados que, de facto, não pudessem aceder a meios de pagamento. Em tempos, um governo fez isso, e o tal fundo foi utilizado em… 5%!

Os esquemas laboriosamente inventados pela senhora ministra só servem para gastar dinheiro, para pôr terceiros a exercer funções e a e a sustentar a “obra social”  que ao Estado devia caber e, é claro, para glória da nacional-burocracia.


O sono da razão engendra monstros, não é?

 

7.10.13

 

António Borges de Carvalho



17 respostas a “O SONO DA RAZÃO”

  1. Avatar de XXI (Militante PSD)
    XXI (Militante PSD)

    Há limites para a pulhiceO governo planeia assassínio económico de viúvos, viúvas, grávidas e doentes portuguesesMota Soares confirma corte das pensões de sobrevivência — jornal iEsta medida assassina (grande reforma do Estado, Paulo Portas!) vai servir para liquidar de forma calculada e a frio uma parte dos viúvos, viúvas, grávidas e doentes do nosso país.Os piedosos do CDS e da Igreja (ou será que a Igreja vai revoltar-se contra esta brutalidade?) dispõem, porém, de um vultuoso orçamento para as chamadas IPSS (Instituições Particulares de Solidariedade Social — de que a ‘socialista’ Maria Belém Roseira é uma das graduadas—será que vai protestar?)Estas instituições obscuras, e as fundações, por exemplo a do Oriente (que ao mesmo tempo que recebem subsídios do Estado, estão envolvidas em negócios de rendas usurárias com o Estado, nomeadamente no abastecimento de água às autarquias) não prestam contas públicas dos milhares de milhões de euros que o Orçamento lhes destina por artes mágicas (vamos ler com atenção a proposta do OE2014).Os 100 milhões que servirão a Mota Soares para sacrificar no altar da austeridade mais uns milhares de cidadãos desta democracia partidária, populista, burocrática, neocorporativa, rendeira e cleptocrata, são uma gota de euro no oceano orçamental do mistério da caridade dirigido pelo hipócrita da lambreta!Que dizem o PS e o PCP a isto? Porque não exigem esclarecimentos sobre o dinheiro sacado aos contribuintes e aos apoios da Troika pelo governo e depois desviados via OE para supostas instituições de caridade onde os administradores se deslocam em Audis e Mercedes topo de gama, e não prestam contas aos contribuintes? – in o-antonio-maria.blogspot.pt/

    1. E o que dizem o IRRITADO (António Borges) a isto? Porque não exige esclarecimentos sobre o dinheiro sacado aos contribuintes e aos apoios da Troika pelo governo e depois desviados via OE para supostas instituições de caridade onde os administradores se deslocam em Audis e Mercedes topo de gama, e não prestam contas aos contribuintes?E o que diz o IRRITADO acerca das pensões vitalícias dos políticos, mormente da sua?

      1. O mesmo que tem dito acerca daquele politico chamado Catroga, com “cara de avozinho” que ajudou à “fraude eleitoral” e nela “mamou”! Ou seja “assobia para o lado”!

      2. O Irritado afirmou várias vezes que não recebe uma subvenção vitalícia. Acredito nele. Tem provas em contrário? Então publique-as aqui. Quanto ao Catroga e outros MAMÕES, está obviamente coberto de razão. E quanto a isso o Irritado nada diz, pois não lhe interessa: são compinchas dele. E como são compinchas, quem os cita é «invejoso»…

        1. O IRRITADO afirmou aqui que as “pensões” que recebia estão todas conforme e Lei. Disso não duvido. Agora, não queira a inversão do ónus da prova. Ele (Irritado) que demonstre aqui de onde provêm as suas “pensões”. Não olvide que foi Deputado (no seu conceito – do Filipe – “deputedo”). Caro Filipe, a demagogia é, para alguns, uma …”arte”. Não seja “artista”.Isto posto, transcrevo, com a devida vénia, “Na Suécia, o Doutor Cavaco desvalorizou algum eventual significado nacional das eleições autárquicas. Disse mesmo que apenas tinham um efeito “local”. O que se tem vindo a saber quanto ao OE 2014 comprova a “teoria” presidencial. São as ridículas “pequenas poupanças” do dr. Portas, são os cortes nas pensões de sobrevivência para “poupar” cem milhões à custa da dignidade (e do dinheiro) das pessoas, é a cizânia perversa no mundo do trabalho, é o aviltamento dos serviço público com o colaboracionismo de idiotas úteis “internos”, etc., etc., em suma, são coisas “localizadas” que, todas juntas, correspondem à progressiva, deliberada e estatutária proletarização da sociedade portuguesa. Praticamente não se mexeu no “Estado paralelo” (veja-se o pornográfico “passivo” do dito revelado a semana passada: 32,37 mil milhões de euros.de endividamento e prejuízos a rondarem os 220 milhões de euros) porque sempre serve, como sempre serviu, para “encostar” os encostados do regime e meia dúzia de amigos nas respectivas administrações, direcções e presidências. Confesso que nunca me tinha ocorrido que um governo dito de centro-direita pudesse agir como se estivéssemos num regime de “khmeres vermelhos” ao contrário. Pol Pot, afinal, tem herdeiros azuis, amarelos e laranja em Lisboa.” -in «http://portugaldospequeninos.blogs.sapo.pt/»

          1. Cara MARIA ALICE: Neste caso o ónus da prova recai em si. Para já, basta um link minimamente credível, que inclua António Borges de Carvalho no rol dos beneficiários da obscena subvenção vitalícia. Eu não encontrei nada que o corrobore, ou pelo menos indicie. E não sou artista, cara Alice. Sou ISENTO. Concordar ou discordar do Irritado, gostar dele ou detestá-lo, não muda absolutamente nada.

        2. Obrigado por esclarecer o seu “colega” comentador anónimo. O problema é que duvido que ele queira ser esclarecido. Ele, no meu caso como em todos os outros, não sabe, parte do princípio. Prefere mandar bocas sem cuidar de saber se correspondem seja a que realidade for.Já agora, confesso que gostava muito de ter um subsídio vitalício! Com o andar da carruagem, fazia um jeitão.

          1. Resposta ao lado. Não quer dizer a origem das suas “pensões”, caro ex-deputado?p.s. – não utilize a técnica do “dono”! É muito feio para quem foi “representante dos Portugueses” e defende com unhas e dentes” os que o “representam”.

          2. S. Soial+nada. E você, Maria Alice? Não diga porque não me interessa nem tenho nada com isso. Está a ver como as nossas “ideologias” (será chá?) são diferentes?

          3. “S. Soial+nada. “? Qu’est-ce que c’est ?

    2. Julgava que os comentários serviam para comentar o que o autor dos posts escreveu. Não contesto que se responda a alhos com bugalhos. O meu blog é livre, para mim e para quem cá quiser vir.É fácil fazer as considerações que faz. Basta classificar este mundo e o outro como criminosos e fica o problema resolvido. É evidente que partimos de pontos de vista ideológicos diferentes, ou opostos. Eu acho muito bem que muitas missões sociais (e não só) sejam desempenhadas por entidades para tal vocacionadas e que o Estado, que se tornou omnipresente, vá passando a estar mais activo na fiscalização e no controlo do que em fazer parte de tudo, sendo um “concorrente” da sociedade civil e perdendo com isso toda a autoridade para aplicar a lei e proporcionar justiça. Quando contrata serviços sociais, por exemplo com as instituições que v. odeia, deve estar em posição de verificar se os contratos são bem feitos e se prestam com qualidade os serviços contratados. Como pode fazê-lo sendo oficial do mesmo ofício?Concordo consigo, por uma questão de princípio, não porque conheça os “casos” que cita, que os subsídios a fundações e coisas que tais são, em regra, um erro.Quanto aos viúvos, aguardo esclarecimentos. Prionunciar-me-ei quando os tiver. De momento, o que se pode dizer é que, se não for aos viúvos será a outros quaisquer. E não são os partidos da oposição quem terá o remédio no bolso. Até o António Costa já percebeu!

      1. Há dias fiz um seguro de vida para salvaguardar, na hipótese de eu morrer, a “segurança” dos meus filhos e do meu marido.Isto é o mesmo que dizer, se me sobreviverem, receberão o montante do contrato: no caso € 1.500,00 por mês, atualizado de acordo com o índice de preços ao consumidor (vulgo INFLAÇÃO). Assim, questiono aos peregrinos deste sitio: poderá a Seguradora, unilateralmente, decidir, após a minha mortes na vigência do contrato, que pelo facto de o meu marido ou filhos (tanto faz), terem “altos rendimentos” deixar de cumprir com o contrato?ESTA É A QUESTÃO QUE DEIXO AOS “IRRITADOS” que me representam na Assembleia da Republica!

        1. Cara Maria, vou dar-lhe uma novidade: o Estado Português não é pessoa de bem. Porque não é gerido por pessoas de bem. Outra novidade: um contrato vale tanto quanto quem o obriga. Neste caso, pela razão supracitada, vale muito pouco. Outra ainda: não há contrato no mundo que lhe valha, se não houver meios para cumpri-lo. Os Estados, tal como as seguradoras, podem ir à falência. Sobretudo pela razão supracitada. E a última: este governo é fraco com os fortes, e forte com os fracos. Entre os cidadãos e os MAMÕES, beneficiará sempre os últimos. Não me diga que não sabia desta.

          1. Caro Filipe, também “vou dar-lhe uma novidade”: o Direito é que permite confiança nas organizações, que funcionem e, em caso de incumprimento (por insolvência, burla ou outra causa) também existem regras. Daí se falar em estado de direito, que deve fiscalizar essas “coisas de que fala”, para além de as regulamentar.Caro Filipe, está com sorte, vou dar-lhe outra novidade: descobri que a sua ISENÇÃO é esquisita. Sofre de “inclinação”!

          2. Estado de Direito??! Então mas… vem aqui falar de outros países? Aqui fala-se de PORTUGAL, cara Maria… o país mais abandalhado, aldrabado, acarneirado, corrupto, com a pior Justiça e a pior classe pulhítica a oeste da Albânia. Se pretende Direito, confiança, fiscalização, essas coisas, então faça as malas… aqui é só praia, boa pinga, e bom peixe. O resto esqueça.

        2. Aí tem um bom exemplo, dona Maria Alice! Vê?Toda a gente devia fazer como a senhora. A seguradora cumprirá o contrato, a não ser que vá à falência sem pagar o resseguro. Vê? Não é como o socialismo, que pegou no seu dinheirinho e começou a gastá-lo com terceiros. Vê?Bem prega frei Tomás…Olhe, eu não tenho seguros desses… deixei-me enganar. Agora (passe a expressão) mija na mão e deita fora.Que os seus filhos tenham direito à massa o mais tarde possível é o que eu desejo.

          1. Qu’est-ce que c’est, tal resposta ? Representa uma “imbecilidade”? E se os gestores da “seguradora” forem “socialistas” e a levarem a uma “situsção de dificuldade financeira” já permitirá que os novos gestores “laranjinhas” violem ostensivamente o CONTROTO de seguro de vida?Não poderei recorrer aos Tribunais (mesmo Tribunal Constitucional, em última instância) para repor a legalidade, antes de “for à falência”? E antes de “for à falência” não DEVERIA negociar com os “clientes” se aceitavam tal “imposição” ou prefeririam receber da “massa falida (ou insolvente, tanto faz)”? A opção apenas é do seu “dono”?

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