IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


COISAS DO ARCO-DA -VELHA

 

Ele há coisas do arco-da-velha.

Aqui há uns tempos, os tipos do governo, fossem onde fossem, tinham à espera uma equipa bem treinada em apupos e tropelias de vária ordem. Não carece de demonstração que a coisa era objecto de planeamento centralizado pela magna organização da CGTP/PC. Muito bem. Que se passava depois de cada mini escaramuça provocada pelos especialistas convocados para o efeito? Passava-se uma barulheira dos diabos nos jornais, com montes de notícias, quilos de articulistas convidados, fotografias “à la manière”, etc. e tal. As televisões punham no ar, vezes sem conta, as imagens das “manifestações populares” contra a presença dos tipos do governo fosse onde fosse.

Tudo bem. A chamada informação vive destas coisas. Deem-lhe o material, a informação dá-lhe o tratamento que entende.

 

A que propósito vem isto? Passo a explicar. Vem no jornal de ontem uma estranha notícia: a PSP resolveu montar guarda à porta da RTP nos dias em que lá vai o senhor Pinto de Sousa vomitar as suas estúpidas e aldrabonas bojardas. Porquê? Porque há uns tipos que têm o vício de se pôr por lá, com a intenção de apupar a criatura.

 

Note-se que o IRRITADO não é contra o facto de a PSP proteger o coiro do aldrabão. Acha bem.

Mas permite-se sublinhar a diferença “informativa” entre as vaias aos tipos do governo a aquelas de que o PM de má memória é objecto. Aquelas são motivo de uma orquestra retumbante. Destas ninguém sequer sabia. O que quer dizer que, para a “informação” a que estamos sujeitos, uma coisa são os impolutos cidadãos que apupam os membros do governo, outra, que não merece notícia, é a malandragem que tem o desplante de se revoltar contra a presença do chamado engenheiro na TV do Estado. Aqueles, legítimos indignados, merecem todos os trombones. Estes, uns canalhas, merecem ser condenados à inexistência pública.

 

O IRRITADO não defende que os que se manifestam contra o engenheiro domingueiro* sejam objecto de parangonas nos media. Acha é que os comandos da CGTP/PC deviam estar no mesmo saco.

 

6.9.13

 

António Borges de Carvalho

 

*Quando falo em engenheiro domingueiro, não me é possível deixar de pôr a mais pertinente das questões: porque é que o Relvas fica sem o canudo (obtido à maneira, mas legalmente, pelo menos do ponto de vista formal) e o Pinto de Sousa continua “engenheiro”?



15 respostas a “COISAS DO ARCO-DA -VELHA”

  1. O seu post traz-me uma pequena alegria, e uma grande revolta. A alegria é que alguém se dá ao trabalho de esperar o Pinto de Sousa, só para vaiá-lo. Mas é pequena porque não basta vaiá-lo, é preciso MALHÁ-LO. Já que a “Justiça” e este Governo nada fazem. A revolta é que, além dos inúmeros calotes deixados pela criatura, ainda somos obrigados a pagar a sua segurança e tranquilidade. Uma espécie de cereja em cima do bolo. Mas o post do Irritado não é sobre isto. É apenas sobre o tratamento mediático do assunto, pois tadinho do Governo laranja, os media são maus, etc etc. Se é isto o que mais o preocupa, será de espantar que os Pintos de Sousa andem à solta? Não, não espanta. Num país que dá canal aberto a tamanho escroque, e o deixa fruir alegremente os milhões com que se alapou, já nada espanta. Só enoja. Quanto à sua questão do canudo: desconheço a razão, mas olhando a ambos os “doutores”, e a todo o sistema político que os rodeia, remeto-o para o parágrafo anterior – nada espanta. Só enoja.

  2. Volta e meia, o Irritado malha aqui nos professores: porque muitos estão a mais, porque fazem manifestações, porque atacam o seu querido Governo, porque o bigodes é um canastrão, etc. Terá razão em alguns destes pontos, mas que faz o Governo? Cito o Sr. Pedro d’Anunciação, cronista do Sol: MAIS PRIVADOS NA MAMA DO ESTADO Depois de o Governo aprovar o novo Estatuto do Ensino Particular e Cooperativo, com a intenção de consagrar “a liberdade de escolha” das famílias, os colégios privados passam finalmente a poder agarrar-se à mama do Estado – como é característico de toda a mal chamada iniciativa privada portuguesa, aterrada com a ideia de viver fora dos financiamentos e pagamentos do Estado (o mesmo se passa com a dita saúde privada). Poderia acontecer que algum órgão institucional viesse a chumbar esta ideia. Mas repare-se na força do argumento: garantir maior liberdade de escolha. Claro que poderíamos considerar que a liberdade de escolha deveria partir de uma Escola pública de grande qualidade e assegurada pelo Estado a todos os que dela precisassem, e de uma escola privada independente, a concorrer da melhor maneira, para quem a pudesse pagar. Mas a opção parece ser PIORAR o ensino público (como a saúde pública), e usar depois o dinheiro que sobra para apoiar o ensino privado (e a saúde privada). Que, pelos vistos, não conseguem viver sem ser à custa do Estado. Estranho liberalismo este, por tão dependento-estatal que é.

    1. Acho interessante que tenha a “coragem” de ler o “Sol”. Conheço o jornalista em causa há mais de trinta anos. É um tipo simpático. Não é mau rapaz, mas toda a vida deu uma no cravo outra na ferradura. Trabalhava no “Expresso”, onde fazia crónicas com muita graça. Esteve uma data de anos em Madrid, na embaixada, como adido de imprensa.Se o Estado pagar a um privado o mesmo que gasta, por aluno, no ensino público, que mal virá daí ao mundo?Se o ensino privado for devidamente fiscalizado, se evitar mais investimentos em escolas públicas, se os papás pagarem a diferença, que mal vem daí ao mundo? Não é o sistema de várias social-democracias europeias?De facto, não se trata de uma medida liberal, como v. diz. Se fosse, então, ó maravilha, acabava-se com a escola pública, O MEC governava-se com umas centenas de “fiscais”, tipo ASAE do ensino, e pronto. Concorrência! Melhor ensino e melhores preços. Já que este ideal não é possível a curto ou médio prazo, o chamado cheque-ensino (se for mesmo cheque-ensino) é uma magnífica novidade

      1. Costumo ler o Anunciação, porque chama os bois pelos nomes – algo muito raro em Portugal. Só evito as crónicas sobre religião, pois detesto beatos, e ele parece ser um. A sua resposta evita a questão. A questão é que pagamos impostos para ter algo em troca: ensino, saúde, segurança. Em todo o mundo, estas são funções do Estado. Daí haver impostos. Se os impostos vão para privados, que cobram o que entendem, e a “fiscalização” é uma treta – como cá – então estamos a ser saqueados para para encher mamões. Isto é ainda mais evidente na Saúde, em que o Sr. Salgado e o Sr. Mello mamam à tripa-forra. Além do que já mamavam noutras coisas. Não tenho nada contra escolas privadas, desde que quem ganha com elas as PAGUE. Por que hei-de ser eu pagá-las, em detrimento das públicas e gratuitas? Por acaso o Estado subsidia o meu negócio? A questão é em grande parte ideológica. É como as EDPs, Galps e outras empresas, altamente rentáveis e adequadamente chamadas “estratégicas”, que jamais deviam ter saído do controlo do Estado. Nestes casos, o que fizeram foi um assalto, uma traição ao povo português. Noutros tempos daria forca. Hoje dá mega-tachos.

        1. O maior de todos os mamões é o Estado, que em vez de desempenhar as suas funções ao serviço dos cidadãos, se serve a si próprio. O Estado é tanto mais “nosso” quanto menos se mete na nossa vida e se limita a regular em vez de desempenhar funções que à sociedade pertencem.No caso específico do cheque-ensino, como o entendo, quem fixa o preço (como eu disse) é o Estado, não os privados. Só alinha quem quer. Não me diga que, se, no seu negócio, prestar serviços ao Estado, e for pago por ele, passa à categoria de mamão.A escola pública não é gratuita. É paga pelos impostos, tanto dos que têm alunos a cargo como dos que os não têm.Os erros que o Estado comete quando negoceia com privados não são assacáveis a estes – que defendem os seus interesses – mas àquele – que não defende os interesses dos cidadãos como é seu dever.Acho estranho que uma pessoa, agente económico privado como julgo que é o FB, tenha tão súbito “amor” pela coisa pública. Mais, que ainda acredite que o Estado, uma entidade ciclópica e poderosíssima com quem o diálogo é impossível ou quase, pode, e deve, encarregar-se da nossa vida, do nascimento à morte.

          1. Avatar de XXI (militante PSD)
            XXI (militante PSD)

            Caro Irritado, deixe-se de tretas.O “…maior de todos os mamões…” não é o Estado. São os juristas (leia Esc. de Advogados) que “…se servem a si próprios…”!Isto posto, não é o sENHOR Jurista? Não é “amigo” de Pedro SL?

          2. Se o Estado não tem dinheiro para as suas próprias escolas, como pode subsidiar outras? E que raio de “iniciativa privada” é essa, sempre pendurada em apoios e subsídios? Eu não presto serviços ao Estado porque não pertenço a nenhum lobby, como me parece ser o caso. Logo, e como tantos, sou um privado de 2ª categoria: não recebo, só PAGO. Essa de os privados apenas defenderem os seus interesses é puro branqueamento. E chega a ser hipócrita, quando sabemos que os políticos jogam em ambos os campos… e jamais são responsabilizados. Repare, não sou defensor do Estado em si. É simplesmente a única alternativa – embora sendo gerido mal e porcamente – que existe aos grandes mamões. Diz que o Estado é ainda pior. De certa maneira, é: mas a solução é geri-lo melhor (a tal VASSOURADA que v. rejeita), e não transformar isto numa coutada para meia dúzia. E parte desta, aliás, já nem é de cá. O dinheiro sai de cá para Angola e outros lados. E a exploração cá agrava-se. Ou nota a energia, o combustível, ou as comunicações mais baratas, desde que foi tudo “liberalizado”?

  3. Então, e o MAC (exato, aquele …)?

  4. O “o engenheiro domingueiro”, na minha opinião devia estar na “cadeia”. Entenda aqui “cadeia” como responsabilização judicial pelo que “fez” (como politico). Ou seja, patrimonialmente, ficar com o mesmo património que detinha antes … (preencha o restante, se quiser).No entanto, este meu posicionamento, não implica que perca a razão (conhece o conceito “razão”?). Assim sendo, terei de corrigir o conceito de “engenheiro domingueiro”, no sentido de ser um “vigarista” como estudante. Na verdade, a vaidade do Sr. Engº Técnico (bacharel no ISEP) levou-o (por “sugestão” do “dr” Armando Vara (esse sim, a raiar a “vigarice” como “estudante”) a aderir a uma licenciatura facilitada numa Universidade PRIVADA (será que “privada” representa o que o senhor IRRITADO “diz”?); isto é, SERÁ INGENHEIRO (= “engenheiro domingueiro”) sem o correspondente esforço intelectual.Isto posto, caro Irritado, “fale-me” da licenciatura do senhor Pedro Passos Coelho! “fale” do esforço intelectual que esse senhor demonstrou. Mas, sobretudo, “fale” do percurso (carreira) desse grande “senhor”MAC

    1. correcção: (bacharel no ISEC – de Coimbra e não do Porto

      1. A voz do dono!

        1. Algum cão que se chama MAC?

          1. É… rafeiro, com “ares de aristocrata”.

  5. Coitado do estado. Uns dizem que é anafado. Outros dizem que é um grande mamão. Coitado!Então, queriam que fosse esquelético. E os que mamam. Só para um gestores do Banif via Coelho foram milhões. E o BPN! E o peso do estado. Um horror!Como é que os dinamarqueses são tão felizes com um estado tão pesado? Devem ser tolinhos.Não há pachorra,

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