IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


“CO-ADOPÇÃO”

 

Para satisfazer a curiosidade de um estimado leitor, vem o IRRITADO dizer de sua justiça sobre o ingente e importantíssimo problema daquilo a que os prosélitos dos defeitos sexuais decidiram chamar coadopção, ou co-adopção.

Há argumentos favoráveis com um certo peso, reconheça-se.

O problema não é o que a lei proposta pelos missionários dos defeitos quer resolver. Porquê? Porque o problema não é esse. O problema é ter passado a ser obrigatório reconhecer, louvar e privilegiar os humanos defeituosos, alçar os seus defeitos à categoria de virtudes cívicas e, pior que isso, a uma inexistente igualdade que se projecta em termos de direito. A igualdade mal entendida sempre foi uma pecha da civilização e do exercício da Liberdade.


Tudo começou pelas uniões de facto, erigidas à categoria de uniões de direito, isto é, conferindo a quem não assume (não regista) a sua situação perante a sociedade os mesmos direitos, ou a mesma esfera jurídica que se reconhece a quem assume, perante terceiros, a sua situação. A partir desta entorse ao respeito pela segurança jurídica de terceiros, tudo passou a ser possível.

Há direitos que são inerentes à pessoa humana. Outros que o não são. Para gozar de tais direitos há que declarar as alterações da esfera jurídica de cada um perante a sociedade. É de admitir, e proteger, que a vida em comum, com sexo ou sem sexo à mistura, possa ser fonte de direitos pessoais. Desde que, como é evidente, os unidos assumam a sua união (a registem), para que os direitos de terceiros possam ser protegidos. Confundidos os direitos inerentes com os que se podem adquirir, todas as confusões podem ser possíveis.

Daí que as tendências mais regressivas da sociedade venham ao de cima e que se passe a achar igual o que o não é, ao ponto de estraçalhar instituições seculares como o casamento através da sua confusão com outros tipos de união quiçá merecedores de protecção jurídica, mas noutros termos, já que são de diferente natureza e provêm de diferentes origens.

Tomado o caminho de uma “igualdade” tão falsa quanto espúria, abriram-se portas a tudo o que a seguir veio: o “casamento” entre pederastas ou entre lésbicas, os filhos com dois pais ou duas mães como se tal fosse possível ou até aconselhável, como anda a ser, etc., num mar de confusão e de negação das evidências.

Sempre houve quem fosse o que hoje se chama homossexual, como sempre houve quem, como a gillette, cortasse dos dois lados. De um modo geral, tratava-se de gente discreta que, conhecedora dos seus defeitos genéticos, hábitos, perversões ou limites, vivia calmamente em sociedade e pouco ou nada perturbava a vida de cada um. De repente, houve quem começasse a fazer a propaganda da coisa. Acto contínuo, forças ditas progressistas (regressistas, na opinião do IRRITADO) tomaram tal bandeira com o habitual fim de desestabilizar as sociedades e as instituições, valendo-se de arremedos grosseiros de conceitos respeitáveis e de “interpretações” perversas de valores igualmente respeitáveis.


A chamada co-adopção mais não é que um passo mais nesta desgraçada senda de aldrabices cívicas alcandoradas a altos níveis “morais” e jurídicos.

 

6.6.13

 

António Borges de Carvalho



7 respostas a ““CO-ADOPÇÃO””

  1. Avatar de Filipe Bastos
    Filipe Bastos

    Agradeço a disponibilidade do Irritado. Falei do tema porque, estando longe das minhas prioridades (e, creio, das do país), não tenho opinião definida sobre ele. A questão é: deveria ter? A julgar por tanta comoção, estou em minoria; quase toda a gente acha muito mal porque bla bla bla, ou acha muito bem porque bla bla bla. Os primeiros são os defensores da família, do casamento, etc., como o Irritado; os segundos dividem-se entre bichas mais ou menos histéricas, e os “esquerdistas” que alinham em todas as “causas”, desde que não envolvam trabalhar. Creio que o Irritado tem razão quanto à “igualdade” à força, e a confundir maçãs com laranjas; já dizer que a união de facto é a fonte de todo o mal, parece-me algo extremo. Se um casal vive décadas em união de tudo e mais alguma coisa, deve ter menos direitos só porque não passou duas horas numa igreja ou num cartório? O amor, o respeito, a partilha, e tudo o mais, tem de ser registado e anunciado formal e burocraticamente à sociedade, como qualquer contrato ou escritura, caso contrário não vale? Não soa lá muito liberal. Sobre a co-adopção: a bem dizer, o mais importante não é a criança por adoptar? Estranhamente, em tantos debates, ouvi falar muito em valores e liberdades, e muito pouco nas crianças. Parecem quase um pormenor de toda a questão. Sabemos como tantas sofrem em famílias normais, onde o pai bate na mãe (e nelas), ou a mãe não lhes liga, ou sofrem abusos diários daqui e dali. E, sobretudo após a Casa Pia, sabemos o que esperar das instituições estatais (já nem falo das religiosas…). Logo, embora ter 2 pais ou 2 mães seja uma aberração a que ninguém devia ser sujeito, interrogo-me: como vivemos no mundo real, e não no ideal, será mesmo o pior que pode acontecer a muitas crianças?

    1. “interrogo-me: como vivemos no mundo real, e não no ideal, será mesmo o pior que pode acontecer a muitas crianças?”Penso que não.Pode-se sempre pensar em três pais ou três mães.Porque não legalizar a bigamia?Existe nalguns pontos do mundo.Ou aprovar os casamentos entre humanos e animais…A Isabel Moreira ficaria deliciada.Há sempre um novo salto civilizacinal à nossa espera.

      1. Avatar de Filipe Bastos
        Filipe Bastos

        Creio não se refere à questão em causa, mas sim ao ao “casamento” gay. Vi há tempos, salvo erro na Sic, parte de um documentário que retratava um casamento entre dois homossexuais do Porto ou arredores. Em deprimente detalhe, mostrava a vidinha dos sujeitos, a preparação do casamento, a cerimónia, e a lua-de-mel – foram ao Santuário de Fátima. No final, já “casados”, ambos cantavam e choravam em plena comunhão com os demais (mal sabiam os demais…). Uma coisa é pensar no conceito em abstracto – 2 tipos casarem-se – e outra é vê-lo na prática. Vê-lo deprime muito mais, mas dá também um lado mais humano à coisa. Os tipos não parecem tarados ou más pessoas, apenas nasceram com uma condição que não podem mudar. E devem ter decidido casar-se, ironicamente, por serem católicos e acharem que era “a coisa correcta a fazer”. Daí o simbolismo de irem a Fátima. Por que é que o Deus deles, que é o mesmo dos outros, não havia de os aceitar como eles são – se foi Ele que os fez assim? Mas não é essa a questão. A questão é que o Estado não assegura condições mínimas às crianças que tem a seu cargo. Se já é mau crescer numa instituição, muito pior é estar sujeito a Bibis e à depravação das nossas “élites”, todas muito normais e respeitáveis por fora. Neste quadro, um “casal” como o do documentário consegue parecer o menor dos males. Desde que tenham vontade, meios, e um pingo de decência, já dão melhores tutores do que muita instituição e muita gente supostamente “respeitável”. Mesmo muita.

        1. …!!!???Reiterando, …!!!???Assim sendo, queira elucidar este “pobre coitado” sobre tal versátil, profícuo e interessante (não)”assunto”!

          1. Avatar de Filipe Bastos
            Filipe Bastos

            Reiterando o quê, elucidar o quê, e é “coitado” por quê? Não defendo o “casamento” gay, e sou tão homofóbico como a maioria – no sentido em que me repulsa; mas a questão não é essa. Entende ou não qual é a questão?

        2. Há outros pontos a considerar.É a psicologia que o diz,as crianças vêem os progenitores,ou substitutos,como modelos.Por outro lado,que podem estes “casais” ensinar às crianças,senão que a sexualidade´entre sujeitos do mesmo sexo ou do oposto é igualmente saudável e normal?Doutro modo degradariam a imagem que a criança tem deles.Podem chamar-me retrógrado ou ultrapassado,embora não seja velho,ehehe,mas como podemos aceitar que alguém ensine a uma criança que pode começar a sua vida sexual indiferentemente do género sexual do parceiro,que se pode cruzar com ambos os sexos? Por outras palavras,que pode amar carnalmente os colegas da escola ou liceu,independentemente do sexo?Não vão estas crianças ser confrontadas com situações violentas ou perturbadoras?Eu nuca desejaria esta paternidade para um filho meu que tivesse a fatalidade de eu lhe faltar e de ser entregue para adopção.Não sabem disto estes politiqueiros defensores destas causas decadentes?Claro que nem o Filipe nem o Irritado têm que responder,mas estamos apenas a reflectir nestas desgraças que saem daquele antro legislativo.

          1. Claro que tem razão, e as «situações violentas ou perturbadoras» começam logo na escola, onde as crianças vão sofrer devido aos “pais” que lhes calharam na rifa. As regras do politicamente correcto podem aplicar-se no Paralamento, ou no lobby gay que domina os media – basta ver as sitcoms americanas, em que se tornou norma um personagem ou um “casal” gay – mas não se aplicam no pátio escolar, e noutras situações da vida real. No entanto, voltamos sempre à mesma questão: considerava pior que o seu filho fosse sujeito a isto, ou a Bibis e pedófilos impunes da nossa mui respeitável e heterossexual sociedade?

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