Depois da fuga do desejado Costa, que percebeu que ia ficar nas mãos da tropa fandanga e deu à sola em boa ordem, a dita recolheu a quartéis durante umas semanas. Depois, mandou vir de Paris o orago da freguesia. Conseguiu que o metessem no “serviço” público de televisão a regougar a sua cartilha aldrabona – mas de que há quem goste(!!!). E a tropa lá ganhou novo fôlego.
Ontem, o IRRITADO dá consigo a olhar para a carinha rechonchuda de um rapazola – como é que o tipo se chama? – que veio à sempre prestável SIC Notícias dizer de sua justiça acerca de uma carta aberta que ele e mais umas dúzias de taratas do regimento escreveram ao oco.
Objectivo: a luta continua, o oco para a rua!
Pensaram pensaram e descobriram a solução: pôr os “civis” a votar no próximo grande chefe. Com umas ajudas, sobretudo da RTP, mas também da SIC, da TVI e do novo “comentador”, podem arregimentar uma data de malta para votar contra o oco. A coisa, se for só dentro do partido, arrisca-se a ser uma chatice. Com umas ajudas bem pensadas, o oco tem os dias contados. Genial!
É claro que o rapazola trata de justificar a coisa “democraticamente”. Trata-se, como é evidente para a tropa fandanga, de a(pro)fundar a democracia, de a fazer extravasar das fronteiras partidárias, de estender ao povo, não o povo propriamente dito mas um “povo” voluntarioso e cheio de fervor, quer dizer, estender a quem quiser a escolha do novo coronel do regimento. A coisa bem preparada vai ser um vê se te avias, não é? No fundo, trata-se de fabricar um “universo eleitoral” de voluntários capaz de dar a volta ao interregno em que a tropa fandanga parece estar fora da parada do quartel.
Bem visto. Gente fina.
26.4.13
António Borges de Carvalho

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