IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


INTELIGÊNCIA E ORIGINALIDADE, OU DA TÉCNICA DO LUGAR COMUM

 

Lembram-se daquela história do lente que, depois de ouvir o examinando, disse: “A sua dissertação é feita de ideias boas e de ideias originais. O problema é que as boas não são originais e as originais não são boas…”?

Estava tudo dito e o chumbo garantido.

 

Vem isto a propósito da mensagem de Natal do insigne Seguro. O homem espremeu as meninges e debitou coisas tão originais como “há mais política para além do défice”. Tal política, diz, faz-se “criando riqueza em vez de ficarmos mais pobres”. Notável, tanto o brilho das ideias quanto o uso da língua portuguesa.

Pobre imitador dessa desgraça em figura humana que sobre nós se abateu e se chamou Sampaio, Seguro não se lembra da guerra que o seu antecessor no PS fez à política orçamental da dona Manuela, gritando aos sete ventos a cassete de “economia”, nem parece ter dado pelos resultados que tal douta cassete acabou por nos oferecer.

Outra maravilha, digna do Guiness, é esta afirmação: “há outro caminho para sairmos da crise”, coisa martelada à exaustão pelo camarada Jerónimo, pelo arcebispo Louça e por tantos outros notáveis especialistas nestas matérias. Tal como esta fogosa matilha, o Seguro não diz – não sabe ou guarda segredo – que caminho será esse, levando-nos a pensar tratar-se do caminho por onde andávamos durante os inolvidáveis tempos do senhor Pinto de Sousa.

Sejamos justos. O homem, afinal, aponta um caminho de uma originalidade e de uma qualidade intelectual a toda a prova. Caminho que se fará “apostando no crescimento económico, no emprego e mobilizando os portugueses”, bem como “apoiando as nossas empresas e estimulando a nossa capacidade empreendedora” porque “só o emprego e o crescimento garantem…”, bla bla.

Depois, vêm o inevitável “sentido de justiça e de solidariedade”, o “equilíbrio”, a “sensibilidade social”, e outra vez o “sentido de justiça”. Fantástico!

Ah! É verdade! Com a originalidade dos orangotangos, o camarada dirige-se “em especial aos mais desfavorecidos”, por certo gente, como o povo português em geral, cheia de “talento e com muita competência”.

 

Estaríamos mais fritos do que já estamos se o Seguro fosse a incarnação do talento e da muita competência dos portugueses.

 

26.12.11

 

António Borges de Carvalho



8 respostas a “INTELIGÊNCIA E ORIGINALIDADE, OU DA TÉCNICA DO LUGAR COMUM”

  1. Coelho,bota um dircurso pifio, escanzelado,manhoso,ôco,sem norte.Com toda a boa vontade que se tenha,não se consegue vislumbrar uma ideia naquela trapalhada,todavia o que incomoda e chateia o irritado,é o Seguro.Haja deus!!!

  2. Tal como o estranho caso de Durão Burroso – o calhau que venceu a força da gravidade, puxado pela inexplicável e inexorável força da sua mediocridade – este Seguro devia ser estudado. A mediocridade de Seguro consegue ser ainda mais intensa que a de Burroso. O tipo nem teria lugar numa repartição de finanças. Deve haver invertebrados nas profundezas da Fossa das Marianas, a quilómetros da superfície, com mais carisma e fulgor intelectual do que ele. E até com mais espinha. Logo, recordando o exemplo Burroso, a que alturas o guindará esta partidocracia nacional? Para o camarada Seguro, o céu é o limite.

  3. Mudando de assunto, trago novidades ao Irritado, sobre um tema que discutimos recentemente. Tive a honra de circular – e pagar – na ESTRADA MAIS CARA DA EUROPA. Não, não fui à Noruega, ou à Dinamarca, ou ao Mónaco. Fui ao Fundão. Segundo o jornal local, a ex-SCUT A23 é a auto-estrada mais cara, não só cá do rectângulo, mas até das Europas. Não sei se é ou não verdade, mas sei que recebi a bonita conta de 28.20 Euros. Dá mais ou menos um eurinho por cada 11Km. Nada mau, para um ex-caloteiro, hã? Mas é claro que só paguei este preço absurdo, porque sou um sacana comodista. Bastava ter evitado a A23. Sem a “alternativa” A23, em vez de 4 horas e tal, teria ido e vindo em meras 10 HORAS – com sorte. Com azar, talvez levasse 11 horas, ou mais. E era bem feito. Afinal, quem me manda lá ir? Quem me manda ter lá clientes, família, seja o que for, só porque é no meu país? O Governo e o Irritado dão-nos assim uma importante lição: não viaje em Portugal. Sai mais barato ir de avião para outros países. E sai sobretudo mais barato ficar lá, e não voltar a este triste país.

    1. Não contesto que esse seu percurso seja caro. Mas acho que não fez as contas…

      1. Que contas estão por fazer? Da A1 até ao Fundão, via A23, são 156Km. Faz-se em 1 hora e tal. Evitando a A23, que para o Irritado é uma “alternativa”, i.e. um LUXO, nem compensa ir pela A1, tem que se ir por estradas, essas sim, alternativas. São 290Km, e umas 3 horas a mais. Um suplício. Logo, parece-lhe normal pagar 28 euros (ida e volta) por este “luxo”, construído e mantido pelos contribuintes, em adição às portagens da A1, ao combustível com 60% de carga fiscal, e restante chulice estatal? Talvez pareça, não sei. Quando toca ao seu Governo laranja, as opiniões do Irritado parecem bem menos irritadas.

        1. Não tem nada a ver com o “meu” governo. Sempre defendi, e o meu caro Filipe sabe-o bem, que as SCUT deviam ser portajadas, porque quem as construiu não tinha dinheiro para as pagar e porque acho lógico que, em vez de pagarmos todos (o que semopre aconteceria) paguem aqueles que as usam. Encontre você o dinheiro noutros bolsos, e cá estarei para dar a mão à palmatória.De resto, a sua argumentação só ajuda a minha. Quanto pagaria por quilómetro, nas estradas de que fala? Aposto que, feitas as contas, numa só viagem pelas estradas velhas gastava mais que as portagens de dez viagens pelas ex-SCUT!

          1. Como já aqui disse: se as estradas têm de ser mantidas, e os Governos não têm dinheiro porque o estouram onde não devem, então discriminem exactamente quanto custam. Entre pagar para suportar algo, e chular 28 euros por 300Km de uma estrada SEM alternativas razoáveis, vai certa distância. Na prática, o Governo usa as ex-SCUT como fontes adicionais de receita, explorando de forma prepotente e despudorada os contribuintes que já as financiaram.

          2. Conclusão: v. percebe, mas não quer dar o braço a torcer.

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