Dizia ontem um intelectual da nossa praça quando perguntado sobre as recentes opiniões do senhor Pinto de Sousa, que “esse personagem não merece qualquer referência”.
Tem razão. Facto, porém, é que a criatura mandou umas bocas não se sabe onde nem perante quem – diz-se que em França mas, como foi em português, é capaz de ter sido nalguma reunião do PS de Carrazeda de Ansiães, já que não haverá um só francês que se preste a ouvir aquele tipo de alarvidades.
Nada disto é importante, como diria o tal intelectual.
Importante é que a RTP tenha proporcionado à cretina personagem prolongado palco para que pudesse “esclarecer” as suas patacoadas. Vezes sem conta, o senhor Rodrigues dos Santos e a sua camarilha puseram no mais alto destaque os “esclarecimentos” do indivíduo, dando-lhe a publicidade que qualquer pessoa de bom senso negaria. Isto é que é importante, e grave, não as parvoíces do aldrabão de feira.
Uma coisa ficou por esclarecer, talvez por lapso: onde terá o artista aprendido economia, ciência de cujos conhecimentos tanto se gabou?
Não interessa. O que interessa é mais esta demonstração de “serviço público” que a RTP nos deu. Exemplar!
Como pode haver, na cabeça do senhor Relvas, alguma dúvida quanto à imperiosa necessidade nacional de acabar com aquilo?
11.12.11
António Borges de Carvalho

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