IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


PORTUGUESES HÁ MUITOS

 

O Prof. Cavaco Silva, Presidente da República

 

– é o que diz a Constituição, e muito bem, ficando liminarmente excluído, preto no branco, e muito bem, que Sua Excelência seja Presidente de Portugal, ou da Nação Portuguesa, ou dos Portugueses, ou de qualquer Português,  Presidente da República e é um pau –

 

andou, e muito bem, a propagandear a República por terras do camarada Obama.

O IRRITADO aplaude.

Como não podia deixar de ser, o maralhal lá do sítio fez gala em mostrar o seu acendrado patriotismo, querem ajudar, querem investir, querem pôr à disposição as suas monumentais economias, querem aproveitar as oportunidades de que o Presidente fala, etc., mas… mas em Portugal é o diabo, a burocracia, a administração pública, a inenarrável constelação de empatas cheios de poder, a “mentalidade de complicar em vez de ajudar”… enfim, os fulanos são uns patriotas, mas aturar o que nós por cá aturamos nem pensar.

Carradas de razão.

Está tudo certo. O que não está certo é o que o Presidente respondeu a estas queixas. Disse ele, em relação ao investimento dos emigrantes, que lhes “deve ser dada a possibilidade de o fazer sem entraves burocráticos ou constrangimentos administrativos”.

E nós?

Então o senhor Presidente acha que isso de prescindir dos entraves burocráticos e dos constrangimentos administrativos é só para emigrantes? Os emigrantes são portugueses de primeira e nós de segunda?

Ou o Presidente, na sua sanha propagandística prometeu o que sabia não poder cumprir?

Ou o Presidente acha que o é de outra república que não esta?

 

16.11.11

 

António Borges de Carvalho



5 respostas a “PORTUGUESES HÁ MUITOS”

  1. Três comentários possíveis: 1. Quem é o Sr. Silva para recomendar investimentos aos outros? No que investe ele, as suas (suadas) poupanças? Alguma vez adicionou valor, criou um emprego, ou produziu um cêntimo na vida? Ah, esperem: investiu em bancos trafulhas. E deu-se realmente bem. Eis um conselheiro exemplar. 2. Os «entraves burocráticos e constrangimentos administrativos» são apenas parte da razão porque os emigrantes… emigraram. Outra parte, e nada despicienda, são justamente os políticos nacionais – dos quais o Sr. Silva é um cintilante exemplo. 3. Não havíamos de estar falidos? Pagamos regiamente a um comercial MUMIFICADO, incapaz de vender uma cerveja a um alcoólico… e ainda esperamos que alguém invista nisto?

    1. Nem mais…. “short and sweet”.Regards.

  2. Carlos Abreu Amorim (um dos MUITOS PORTUGUESES – eleito deputado, como independente, pelo PSD), escreveu no 17 de Maio de 2010, no Jornal de Noticias, o seguinte: «Sócrates e Passos Coelho rivalizam entre si para saber qual dos dois consegue quebrar as suas promessas políticas no mais curto espaço de tempo. O primeiro- -ministro, convenhamos, leva um grande avanço – já abandonou tudo o que antes defendia como indispensável para acabar com a crise… em nome da solução para essa mesma crise. Passos Coelho, por seu turno, atingiram um recorde capaz de o fazer aspirar ao “Guinness Book”: escaqueirou o seu principal compromisso – não admitir uma subida de impostos – antes mesmo de ter chegado ao Governo e apenas um mês após ter sido consagrado como líder do PSD! Os políticos portugueses tinham-nos habituado a estilhaçar as suas juras eleitorais mal ascendiam ao poder. Passos Coelho antecipou-se – fê-lo, ainda, enquanto Oposição, em jeito de ejaculação politicamente precoce, deixando-nos perceber que já está demasiado enlaçado nos defeitos e vícios do regime para o conseguir “Mudar”. Passos Coelho iguala-se, afinal, a um longo e fastidioso catálogo de líderes laranjas para quem a palavra dada vale menos que um estado de alma.»

    1. Ter escrito essa treta ou ter conjugado o presente do indicativo do verbo evacuar,seria a mesma coisa!!!

    2. Não sei se o tal CAA já renunciou ao mandato. Se, como penso, ainda lá está, não há comentérios a fazer. O homem classifica-se a si próprio como besta que sempre foi.

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