Antes de mais, o IRRITADO agradece a quem lhe desejou boas férias. Cá está de novo, mais novo (gostava!) e ao dispor.
A primeira coisa que o IRRITADO encontrou por cá, digna de nota, de riso, de troça, de choro e de tristeza, foi a inigualável história do Isaltino.
As almas ofendidas, com toda a razão, com as isaltínicas peripécias, prenhes de proselitismo moral e de críticas ao sistema que as permite, aproveitam a maré para tecer os mais altos encómios ao inteligente Marques Mendes, o qual se “portou exemplarmente” ao correr com o dito Isaltino das fileiras partidárias. Muito bem.
O pior é que se esquecem que o mesmo Marques Mendes também não hesitou em adiantar-se ao poder judicial quando correu com um homem sério da Câmara de Lisboa, isto para além de outras manifestações suicidárias que, mascaradas de “ética”, tiveram como gran finale o poder do tenebroso Pinto de Sousa.
Indómito, corajoso, probo, impecável, Marques Mendes, com inquisitorial exagero, tratou da mesma forma dois homens que nada têm a ver um com o outro, como o futuro acabaria por demonstrar.
Se isto é cortar a direito, vou ali e já venho.
3.10.11
António Borges de Carvalho

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