Uma voltinha pelas estatísticas europeias, a partir de 2005, mostra várias coisas interessantes, no que ao défice do Estado diz respeito.
Como já era sabido, o défice jamais chegou aos 6,85 anunciados pelo inigualável Constâncio e ribombados, anos a foi, como se fossem a última das verdades pelo artista Pinto de Sousa.
O défice de 3,4 apresentado por Barroso em 2004 foi levado por Pinto de Sousa a 5,9 em 2005. Em 2006 baixou para 4,1 e em 2007 para 3,2. Em 2008 passou a 3,6, em 2009 a 11,2 e, em 2010 a 9,1.
Assim como jamais se verificara o défice inventado pelo Constâncio, também o equilíbrio das finanças milhares de vezes anunciado por Pinto de Sousa nunca passou de fantasia.
Já agora, um olhar sereno sobre a dívida pública diz-nos que ela subiu, entre 2000 e 2005 (Guterres+Barroso+Santana), em percentagem do PIB, de 48,5 para 62,8%. Entre 2005 e 2011 (Pinto de Sousa) foi de 62,8% para 101,7. E continuará a subir em consequência.
Eu sei que, na perspectiva do actual governo, não vale a pena mexer no vergonhoso passado PS/Pinto de Sousa.
Talvez o governo tenha razão em não perder tempo com isso.
O que não impede que se vá lembrando estas verdades às pessoas, a fim de tentar, se calhar sem sucesso, que as mentiras se não apoderem da História, já que se apoderaram irreparavelmente do imaginário propagandístico do PS.
23.7.11
António Borges de Carvalho

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