Olhem para isto:
O Estado pagou cerca de 20.000 abortos em 2010, dos quais 97% por opção da grávida. 350 grávidas abortaram mais do que uma vez no ano. O Estado pagou, para além dos custos hospitalares, um subsídio de maternidade (?!) de umas centenas de euros por cada aborto.
Argumenta-se dizendo que, não fora a generosidade pública, estes 20.000 bebés teriam morrido na mesma e teriam, canalhas, posto em causa a vida das respectivas mamãs, via abortadeiras clandestinas. Talvez.
Num país que perde população a cada dia que passa, incentivar o aborto é uma obscenidade criminosa. Ocorre ainda perguntar quantos milhões custam as inúmeras instituições que se dedicam à nobre tarefa de ensinar “planeamento familiar” – um eufemismo de todo o tamanho – e a promover os negócios das empresas que produzem gigantescas panóplias de meios de combate à natalidade, transformando a hitleriana regra da “solução final” – o aborto, a morte – em objectivo da sociedade e ponto alto do exercício dos “direitos humanos”.
Não é preciso recorrer a preceitos ou conceitos de ordem religiosa para perceber que estamos perante um autêntico crime contra a humanidade, promovido pelo Estado e aceite por uma população que têm sido amputada, via “educação” pública, de capacidade de raciocínio e de julgamento.
Uma excepção:
Se o Presidente da República tivesse abortado o governo do senhor Pinto de Sousa quando podia e devia, o IRRITADO não teria dúvidas em pagar-lhe o subsídio de maternidade.
Teria sido, com todo o rigor, uma atitude conforme aos direitos humanos, além da consagração de um outro, que não vem nas declarações universais: o direito de uma Nação a não ser sistematicamente sodomizada pelo respectivo governo.
3.4.11
António Borges de Carvalho

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