IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


NIMAS

 

Desde que a senhora Canavilhas – raio de nome – resolveu brindar o “cinema português” com mais cinco milhões de euros, muito se tem escrito e dito sobre o assunto. Parece que, por cada bilhete que se vende, os cineastas, seja lá isso o que for, recebem uns 20 euros, ou coisa que o valha. Quanto menos bilhetes se vender mais custará ao contribuinte.

 

Os “maus” vão dizendo que o “cinema português” é uma chatice, que ninguém se sente atraído por ele, e que os seus autores tratam as pessoas como se fossem parvas. Um deles afirmava que se estava “cagando” para os espectadores. Outro, o mais conhecido de todos, dizia que lhe bastava um espectador que o percebesse para que valesse a pena o “investimento”, quer dizer a despesa do contribuinte. Os “maus” concluem, dizendo-o ou não, que os tipos do cinema são uma cambada de penduras que se diverte com o nosso dinheiro sem produzir nada que mereça um minuto de atenção.

 

Talvez inspirados no senhor Luís Miguel Sintra, que, um dia, disse que a sociedade tinha a mais estrita obrigação de pagar aos “criadores culturais”, os “bons” contra-atacaram.

Um exemplo exemplar, passe o pleonasmo:

Um tal Borges, produtor cinematográfico muito conhecido lá em casa, alega ser falso que “o cinema português” seja “produzido com dinheiros do Estado”. E justifica: os fundos a tal alocados provêm de uma “taxa sobre os bilhetes de cinema”, assim como de outra taxa “cobrada pelas televisões aos anunciantes”. “Nem um cêntimo do orçamento do Estado”, diz o homem. A seguir, porém, desdiz-se: “O orçamento anual de apoios à produção não chega a nove milhões de euros”. Em que ficamos? Oito milhões e tal (não se sabe se integrando os cinco milhões da senhora Canavilhas) são ou não do orçamento do Estado?

 

Resumindo:

Você e os seus concidadãos pagam mais caro os bilhetes do cinema americano ou inglês para sustentar o “cinema português”. Você e os seus concidadãos pagam mais caro os produtos que consomem porque, na sua publicidade, há que prover para o mesmo.

Mas nada disto é despesa do Estado!

A pergunta seria: você e os seus concidadãos, quando são obrigados a pagar, querem saber se é imposto, se é taxa, ou que é o vosso rico e pouco dinheirinho que se vai?

Você e os seus concidadãos pagam, em impostos, nove milhões (ou catorze?) para o “cinema português”, coisa que lhes interessa o que interessar, mas para a sustentação da qual não foram tidos nem achados.

 

Na opinião do “bom” Borges, que finalmente esclarece, o Estado (nós) devia pagar o cinema como paga “a saúde, a educação, a justiça, a tropa…”

Se não paga a “cultura”, então o “nosso atraso e provincianismo é aterrador”.

 

O que é aterrador, acha o IRRITADO, é que problemas eventualmente sérios sejam tratados de forma que tão pouco o é.

 

8.3.11

 

António Borges de Carvalho



5 respostas a “NIMAS”

  1. Avatar de daniel tecelao
    daniel tecelao

    Duas sugestões.Substituir Canavilhas por Santana Lopes.Entregar a produção do cinema português a La Féria.

  2. Três sugestões. Vincular o investimento público no cinema, ao seu retorno financeiro. Quem der prejuízo, repõe do seu bolso. Produzir um documentário sobre o Tecelão: “Tenho uma Rosa no Cu”.

    1. Subscrevo as três sugestões e adiciono à rosa, para satisfação do visado, um obus de 155 mm.

      1. Avatar de Pai do tecelão
        Pai do tecelão

        Cuidado com a língua. Eu sei que fiz merda. Mas é merda minha e como tal terei de a defender.O tecelão não tem culpa da sua origem. Aliás, tem orgulho nela.Por isso caro Von, veja lá se quer que eu lhe Vá à cara. Entendeu?

        1. “Quem se mete COM o PS leva”..

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