Afinal, o professor Cavaco vendeu as acções abaixo do seu valor à época! Hi, hi.
Não sei se esta notícia chegará para entristecer a esfusiante quão ordinária alegria dos adeptos do Alegre (de Melo Duarte, de seu pai, que era pessoa séria e, para além da progenitura, não tem culpa de ter tal filho).
O O. Costa comprou abaixo do preço a que vendia, coisa a que ninguém poderá chamar anormal. O O. Costa não prejudicou nem beneficiou o seu antigo PM. Ou talvez tenha prejudicado.
Mais normal, legal, moral que isto, só na URSS, onde não havia acções, nem compras nem vendas, nem bens, nem património, nem vida. Mais normal, legal, moral que isto, só nas cabeças rascas do poeta Alegre, do pregador Louçã e da malta que os segue, para quem a moral se reduz à perseguição de terceiros com argumentos canalhas.
Calem-se os que comparam a perseguição a Cavaco com as notícias sobre o Pinto de Sousa.
Aquela, está como perseguição demonstrada, com factos e documentos.
Estas, se havia factos e documentos, foram esquecidos, arquivados, rasgados, cortados, escondidos, queimados.
Àquela, Cavaco fez muito bem em não dar cavaco.
A estas, o Pinto de Sousa fartou-se de espernear com as “forças ocultas”, tratando de ocultar tudo o que podia, rodeados de protectores, de escamoteadores, de directores do Diário de Notícias, sem nada adiantar ou atrasar que pudesse esclarecer fosse quem fosse.
Goste-se ou não do professor, há abissais diferenças entre ele e os seus algozes, os alegres, os Louças e os Pintos de Sousa. Que se tire as devidas conclusões e, na hora de votar, se proceda em conformidade.
Do mal o menos. Já que temos que suportar o absurdo regime em que vivemos, que o façamos com um mínimo da dignidade.
7.1.11
António Borges de Carvalho

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