A saga dos crimes do candidato Cavaco conhece agora novo capítulo. Parece que, seguindo o dedo espetado e ameaçador do candidato Alegre, basta que o adversário diga a quem vendeu as acções do BPN. Sabido isto, o assunto ficaria arrumado, é o que o Alegre, com carências de blabla, parece querer dizer.
Trata-se, como é evidente, de uma mentirola barata, já que toda a gente sabe que, à falta de melhor, o Alegre e os candidatos minhoca vão passar as próximas semanas a falar do assunto, quer Cavaco lhes dê troco quer não.
Esta de saber a quem vendeu ele as acções traz água no bico. É que, ou me engano muito ou o Doutor Cavaco, tal como a generalidade dos cidadãos na mesma situação, não faz ideia nenhuma de quem comprou as acções. Deu ordem ao banco para as vender, e pronto. É o que toda a gente faz. Já lá vai o tempo em que as acções se guardavam na gaveta da cómoda e se vendiam ao balcão. Por isso, mesmo que quisesse, e ainda bem que não quer, não podia responder ao Alegre e à minhocada.
Mas nada disto interessa. Eleições são eleições. E, na mente do Alegre, cheia de slogans vazios, antiquados e estúpidos, outro argumento não resta senão esgrimir mentirolas.
O IRRITADO, para quem, como já tem dito, a presidência da república é um trambolho político sem utilidade nem sentido – a não ser que, como no miserável caso de Jorge Sampaio, tenha utilidade negativa e sentido partidário – a paupérrima e patética campanha a que vimos assistindo mais não faz que servir de lembrete aos portugueses para a bagunça em que a república os meteu.
No entanto, que diabo, por uma questão de respeito próprio, manda o que resta da honra da nossa terra que procuremos separar o trigo do joio, mesmo quando o trigo não é de primeira.
6.1.11
António Borges de Carvalho

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