Vai uma profunda tristeza nos corações das massas que vêm apostando no aquecimento global.
Não é só esta maçada de estar a Europa inteira a tremer de frio, gente (idiotas!) a morrer de frio, estradas cortadas, aeroportos fechados, o diabo a quatro, e a malta a perguntar onde está o aquecimento global. Burros!
A juntar a tamanha desgraça, vêem os japoneses dizer que se estão nas tintas para o facto de haver uma coisa, assinada em Quioto, que, afinal, não lhes parece ser de continuar. Estúpidos! E os empregos “verdes”? E os “direitos” de carbono, que valem tanta massa? E os moinhos de vento, que têm dado tanto dinheiro a ganhar às Edêpês deste mundo? E os movimentos populares, os “activistas”, os máriossoares, os pimentas, os que vivem disso, tanto ideológica como financeiramente? E a alegria dos povos que, com tamanha generosidade e orgulho, pagam fortunas imensas nas contas da electricidade para que o mundo seja mais “puro”, mais “durável”, mais de acordo com as ordens da ONU e da UE? E os discursos dos barrosos, dos obamas, de tanta gente boa? Onde vamos parar?
E os milhões gastos a levar a malta a Copenhaga para assistir à cimeira do clima? Foram para nada. Foram!
E os outros milhões para entusiasmar a malta com a reunião de Cancún? São para nada?
Toda a gente sabe que sim. Um flop.
Do lado de cá da barreira dos “pensadores do clima”, dos “cientistas consensuais”, dos que dominam as “operações”, a postura é outra.
Sente-se que começa a haver alguma resistência à poderosa onda de mentira pseudo-científica e politiquíssima que vem arrastando a humanidade – sobretudo a humanidade que, ao longo de séculos, nunca desistiu de progredir – para uma série de becos sem saída, mascarados de “política energética”, de “salvação do planeta”, de “consenso universal” e de outras patacoadas tão do gosto de quem quer criar um governo global à custa da credulidade das pessoas, de quem quer enriquecer brutalmente à custa dos bolsos das pessoas, de quem embarca acriticamente nas “alterações climáticas”, as quais, por manifesta indiferença planetária, têm tanto a ver com as emissões de CO2 como o rabinho com as calças.
Felizmente, há quem comece a perceber que, nesta matéria, o senhor Bush não era tão idiota como para aí se diz e que o mundo civilizado tem a obrigação de se manter como tal e de como tal progredir, que o mais tóxico de todos os produtos é o negócio do clima, que as pessoas se vão arruinando cada vez mais depressa se não for posto fim às teorias ambientais que, de coisa séria e merecedora de atenção e trabalho, se transformaram na maior ciganice da história da humanidade.
Por cá, os pimentas, os marquesmendes e uma horda de oportunistas, capitaneados pela EDP e feitos com o governo e com a CE, continuam a sugar as entranhas económicas da Nação com as suas trafulhices energéticas, guardando, além dos euros, os créditos da luta contra as “alterações climáticas.
Por cada parque eólico que se constrói há que ter uma, ou mais, centrais térmicas, a gás natural ou biomassa, que previnam as falhas do sistema. Que interessa? O negócio duplica, os custos duplicam, os pagantes são sempre os mesmos. Tudo para “salvar” um planeta que se ri disto tudo e que aquece e arrefece a seu bel-prazer.
Cancún, felizmente, tem a morte anunciada.
Por cá, tudo ficará na mesma. A loucura e a ganância têm direito de cidade.
5.12.10
António Borges de Carvalho

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