Como já foi dito noutros textos, o “caso Queiroz” funciona como um brinde para o governo.
É o governo que o “empurra”, sedento de distrair as pessoas do que, na verdade, lhes interessa. E fá-lo com plena consciência do que está em causa: a manutenção do prestígio do país em termos futebolísticos, uma das raríssimas áreas onde tal coisa ainda existe.
Dirão que estou a imaginar culpas para o governo. Nem por sombras.
Senão vejamos:
O senhor Queiroz foi punido pela Federação por ter dito umas coisas menos simpáticas, voire ordinárias, a uns tipos do governo que foram chatear os rapazes com mijinhas em plena preparação para o campeonato do mundo.
Durante o processo, várias vezes ouvimos um rapazola gorducho, de melena para a testa, membro do governo que temos, proferindo aleivosias, encapotadas ou não, contra o senhor Queiroz. Era mais que evidente que a “entidade”, ou “autoridade”, ou “alto comissariado” das mijinhas (uma entre as centenas de coisas destas que o socialismo tem gerado) estava a ser empurrada pelo governo para exercer as suas “competências”, isto é, para lixar o mais possível o bode expiatório que o governo elegeu para ocupar as primeiras páginas, em benefício próprio.
A “autoridade”, ou coisa que o valha, não foi de modas. Encorajada pelo melenas, pimba!, arrefinfa 6 meses ao bode. Com duas interessantes particularidades, de um ponto de vista jurídico: não ouviu o arguido e “julgou-o” pela segunda vez pelo mesmo “crime”!!!
Fica provado que, quando se trata da vontade do governo, os princípios fundamentais e elementares do direito, os direitos das pessoas, o respeito pela lei, tudo é letra morta. Vale a vontade destes bocassazinhos de pacotilha.
Agora, a Selecção não tem treinador, em plena fase de apuramento para o “europeu”.
Agora, não há uma alma caridosa que demita essa gente que faz “julgamentos suplementares” e sem ouvir o “réu”.
Agora, cúmulo da bestialidade governativa, vem um membro do governo (um jurista!) vem propor a criação de um “Tribunal Especial” para o desporto.
Tribunais especiais? Onde é que eu já ouvi falar disto? Onde é que eu já vi disto?
Agora, o ilustre islamófilo Correia vem propor que se transforme a FPF em entidade pública!
Onde é que eu ouvi falar na “libertação da sociedade civil”?
Foi cá, eu sei que foi cá.
Infelizmente, fico também a saber que ninguém sabe o que isso é.
2.9.10
António Borges de Carvalho

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