IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


Descarrilhações

O inenarrável Carrilho continua a dar que falar. Desta, resolveu dar com os pés à Câmara de Lisboa, alegando que as suas ingentíssimas tarefas como deputado o impedem de dar à vereação a luz intensa da sua nobre cooperação. Ninguém sabe, ninguém viu, ninguém ouviu o que o pesporrentíssimo fulano anda a fazer no Parlamento. Só a petulância do homem poderá, julgo, considerá-lo indispensável e utilíssimo. Ou então… ou então o que aconteceu foi que os pêésses, seus ilustres camaradas na vereação, se fartaram dele em definitivo e lhe deram um pontapé no coiso: vai chatear outro! Há quem diga, parece que com foros de verdade, que esta versão está mais perto da verdade do que a da indispensabilidade parlamentar do senhor. Aliás, os jornais do fim de semana dão já a entender que o deputado Martins (chege de fila do PS na AR, que anda às turras com o respectivo presidente) não tem interesse de maior nas prestações parlamentares do camarada Carrilho. Pudera! O homem, a chatear, é uma máquina!

De qualquer maneira, a defecção em apreço é uma boa notícia para os alfacinhas. Um chato, um convencidão que se vai embora, é sempre uma boa notícia.

O pior… o pior é o resto, isto é, o pior são os figurões que por lá ficam, e que já andam à cacetada uns aos outros, a ver quem vai mandar no grupúsculo. Um saco de gatos de morrer a rir. Há um tal Gaioso que não larga a coisa, apesar de já ter sido corrido pelos colegas, até do gabinete que lhe tinham dado no palácio. Alega que era o número dois da lista e que, por isso, quem passa a mandar é ele. A seguir, vem um tal Baptista, conhecido pelo homem do cachecol – um tipo que, de Setembro a Junho, ostenta, qual bandeira de personalidade, um cachecol de lã encarnado, ou bordeaux, não sei bem. O cachecol constitui a principal característica do homem. De resto, que se saiba, nunca fez nada que se visse. Um outro artista, já há dias contemplado numa irritação, escreve feixar em vez de fechar e é especialista em bocas e em manobras intestinas, no partido, na assembleia, na câmara e na maçonaria. Lá se vai safando. Dos restantes, nem pela negativa a história reza.

Uma novela a seguir com prazer. O "Gato Fedrorento", ao pé destes tipos, não tem piada nenhuma.

 

António Borges de Carvalho


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