IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


ENERGIAS IMPAGÁVEIS

 

De há muito a esta parte, tem o IRRITADO vindo a denunciar a chamada “política energética” do senhor Pinto de Sousa, dito Sócrates, “engenheiro relativo”, como é conhecido no “Correio da Manhã”.

 

Em nome de coisas tão sérias como a necessidade de reduzir as importações de petróleo, de patranhas tão ignaras como a do aquecimento global e de “papões” tão falsos como o CO2 (que não faz mal a ninguém), o governo entrou, a quatro patas, na história das eólicas.

Fortunas incalculáveis têm sido, e continuarão a ser gastas em subsídios a cavalheiros de indústria, como o senhor Pimenta, que constroem equipamentos que ninguém sabe como vão ser pagos nem quando serão, se vierem a ser, rentáveis e verdadeiramente produtivos. As facturas já estão a ser pagas e sê-lo-ão cada vez mais, pelos papalvos do costume: nós.

Há para aí dois anos, um empreendedor, de seu nome Monteiro de Barros, propôs-se construir uma central nuclear em Portugal. O governo correu liminarmente com o homem, porque o nuclear “não estava na agenda”. Depois, sem jamais ter discutido o assunto com o proponente, o mesmo governo pôs a circular que ele fazia tais e tantas exigências, queria tais e tantos privilégios, que… não queria mais nada? Ora vá-se lixar!

 

Pois é. O senhor Pimenta e seus colegas talvez não tenham privilégios formais. Têm outros: milhões e milhões de “ajudas ao investimento”. E são uns heróis. São, além disso, o contrário do que é um investidor, isto é, pouco ou nada arriscam. Produzem a electricidade mais cara do mercado. Recebem, não pagam.

Quem paga e quem arrisca somos nós, a mando do governo.

 

Vem isto a propósito de um manifesto, assinado por um muito largo grupo de técnicos de economia e de energia, provindos de várias universidades e áreas ideológicas. Dizem, em resumo, o que diz o IRRITADO: que a política energética está completamente errada, que a factura a pagar é insustentável e que o nuclear tem que ser “discutido”.

O IRRITADO está de acordo com tudo, menos com a proposta de “discutir” o nuclear. É que o nuclear já está estudado, praticado, consolidado em tantas e tão prósperas partes, já produziu tantos e tão bons resultados, já foi e continua a ser de tal forma apurada a sua tecnologia, que o que valeria a pena seria tomar, já e sem mais discussões, a decisão de o adoptar em Portugal.

Isto, se quiséssemos vir a ter energia mais barata, mais regular e mais abundante. Mas não queremos. O que nós queremos (o que quer o senhor Pinto de Sousa) é poder esgrimir a teoria das “renováveis” na sua mais demagógica expressão, custe o que custar e a quem custar.

Admiram-se? Não é caso para isso. Arruinar o país não é o que preside, desde a primeira hora, aos privilegiados raciocínios do fulano? Não é o que, com mão de mestre, ele tem realizado? Não é o que está à vista?

 

2.4.10

 

António Borges de Carvalho



2 respostas a “ENERGIAS IMPAGÁVEIS”

  1. Avatar de daniel tecelao
    daniel tecelao

    Quem te manda a ti sapateiro…………Este artigo denuncia ás escancaras que o seu autor percebe tanto de energia quanto eu,só com uma diferença, um é atrevido e tem a premente necessidade de dizer mal do Pinto de Sousa.A energia termonuclear,não é tão segura quanto pensa,a técnica em que se baseia,cisão do átomo,requer apuradas e elevadas técnicas de segurança.Alem de produzir lixos tóxicos que demoram milhares de anos para se neutralizarem.A futura técnica,fusão do átomo,ainda em investigação,será a nova geração de centrais nucleares,mais seguras,com energia mais barata,e residuos que se neutralizam em poucas centenas de anos.Comprar uma central nuclear,não é o mesmo que comprar um micro-ondas,implica várias questões,talvez a mais importante seria ficarmos dependentes tecnológicamente para a produção da nossa energia.As energias renováveis,são uma boa opção por várias ordens de razão,não poluem,desenvolvem a industria e a engenharia nacional,criam postos de trabalho,aumentam as nossas exportações,e começa a ser um orgulho da tecnologia portuguesa.Numa coisa terá razão,poderiamos ter energia mais barata,mas não se pode ter tudo.NUCLEAR POR CISÃO DO ÁTOMO,NÃO OBRIGADO!!!

    1. Pois é. Tem toda a razão. Seremos sapateiros a tocar rabecão. OK. O problema é que, embora sapateiros, não somos cegos, nem ricos. Vemos o que se passa à nossa volta, sabemos que vamos pagar a energia cada vez mais cara, que jamais sairemos da cepa torta enquanto a energia tiver os preços que tem e que, se fôssemos inteligentes, procurávamos formas de tratar do problema, em vez de andar a querer viver dos elogios de terceiros, como parece querer o Pinho (já leu o que este artista publicou no “Expresso” de ontem?).A opção estratégica devia ser a que mais nos convém, não que mais elogios nos traz. Não comemos loas.Contra as hídricas nada tenho, nem disse.

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