Dizem as mais viperinas das línguas que terá havido uma reunião da qual saiu o seguinte
COMUNICADO
Considerando os acontecimentos dramáticos recentemente ocorridos, a saber:
– Enxurradas da Madeira, com mais de 40 mortos;
– Terramoto no Haiti, com dezenas de milhar de mortos;
– Terramoto no Chile, com mais de 700 mortos;
– Tsunami no pacífico, com efeitos dramáticos em 32 países:
– Tempestades em França, com 45
mortos e;
– Ventos a 150 Km à hora, pelo
menos;
– 1.000.000 de casas sem
electricidade;
– 25.000 chamadas de socorro;
– 1 criança morta por uma árvore
na Alemanha;
– 30 estradas cortadas em Portugal
por causa das chuvas;
– Altos prejuízos nos Açores,
também devidos à chuva;
– Milhares de voos cancelados por
todo o mundo;
– Ligações fluviais suspensas;
– Etc. etc.:
Os abaixo assinados, reunidos na Torre 4, vigésimo segundo piso, nº 4, do empreendimento Amoreiras, em Lisboa, com base em conhecimentos que são consensuais no seio da comunidade científica internacional e em estudos de ordenamento do território globalmente aceites, para além das observações altamente competentes feitas pelos subscritores e da consulta das mais credíveis fontes, designadamente o IPCC e o Bloco de Esquerda, declaram que:
a) a causa dos dramáticos acontecimentos é, acima de qualquer duvida, o aquecimento global, como provam os calores brutais que se têm verificado, designadamente no continente e nas regiões autónomas;
b) a causa de tal causa é, sem qualquer dúvida, obra humana, como se torna evidente se observarmos, por exemplo, os batuques de vudu que, no Haiti, fazem tremer a terra, ou o CO2 produzido pelos 5 milhões de automóveis existentes na ilha do Pico, ou ainda a indústria pesada que ocupa selvaticamente o concelho de Câmara de Lobos;
c) Para além do aquecimento global, dos batuques do Haiti e dos demais malefícios em que a espécie humana é pródiga, avulta, sem margem para controvérsia, a indesmentível culpa que não pode deixar de ser atribuída à mera existência do Dr. Alberto João Jardim.
Feito e assinado em Lisboa, aos 1 de Março de 2010
Joana Amarela Meses
Josué Pinheiro Manso (em representação da Quecus)
Ruca Tavares (em representação do BE/PE)
Gonçalo Riacho Peles
Patanisco Loiça
Helena Palmeta
Só Ferdinandes
Fernão Personi
Jeremiah Smete ( em representação do núcleo de ordenamento do território do Freeport)
… seguem mais oito assinaturas, todas ilegíveis.
*
Apostilha: não, ao contrário do que poderão estar a pensar, não é o IRRITADO quem goza com a desgraça dos outros.
1.3.10
António Borges de Carvalho

Deixe um comentário