INJUSTIÇA!
5 respostas a “INJUSTIÇA!”
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Paulo Rangel ,o balofo,(este balofo é interior),começou mal mas não foi por isso!!!
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Balofo? Pergunte ao Vital Moreira!
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O facto de , não implica que!
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Voltado de uma apneia de civilização entre o montado alentejano, o meu computador e eu fazendo férias um do outro (e os dois do País), vi, li e ri com gosto as novas notícias que o IRRITADO nos selecciona, numa amostragem do que é este Titanic nacional, perigosamente adornado, com uns quantos políticos e outros tantos militantes fazendo as vezes de sinistra orquestra que ainda não percebeu (ou melhor, quer esconder-nos) como tudo isto vai a pique.Também tive oportunidade de testar a minha repugnância ao ver na televisão o sibilino e sibilante Almeida Santos a dizer às massas que “tudo isto não é nada”. Já sei de ciência certa que sempre que esse malandro (quando o afável Tecelão quiser que lhe conte o “nada” que todo ele é, faz favor de dizer) assevera uma coisa – é no seu contrário que devemos acreditar.Sobre a sorte do Zézito, esse animal bravio, aco que muito breve vai voltar para debaixo da pedra de onde nunca deveria ter saído.Sobre o sr. Rangel, para ser sincero não tenho opinião formada mas parece que é um bocadinho “mais do mesmo”. Assim eu me engane.Já sobre o Sousa Tavares, conheço o suficiente para não perder o meu tempo a ler uma só linha dele. Mas a culpa não é inteiramente sua, aquilo vem-lhe do lado paterno. Já muito antes do 25 de Abril, o “Tareco” (assim chamado porque entre as duas irmãs dele que conheci, a Lena e a Tareca, esta última parecia-se com o Francisco, cara e voz, como duas gotas de água) era tido por um bom advogado – era-o sem dúvida – mas algo desequilibrado.Pois um belo dia nos anos 40, quando o pai Sousa Tavares estava na tropa, durante uma revista em plena parada, o comandante disse que o pelotão (porventura mal apresentado, não sei) que ele comandava estava “uma boa m…”. Tanto bastou para que o Tareco, excitado, descalçasse uma luva e com ela esbofeteasse a atónita cara do comandante – desafiando-o para um duelo! Grande burburinho na unidade, o Tareco segue sob escolta para o Quartel-General em S. Sebastião, onde lhe reservam um quarto como cela. Dias depois, o interdito ministro apresenta o caso a Salazar. E o Tareco orgulhava-se de contar (ouvi-o) que o despacho vinha escrito no próprio ofício, pelo punho do presidente do conselho. Dizia mais ou menos isto: “Os duelos em Portugal estão proibidos por lei desde o século XVII. Destaque-se o oficial subalterno para os Adidos e seja-lhe dada baixa do serviço”.Há mais umas dezenas de histórias semelhantes, quase sempre patuscas, proporcionadas pelo seus maus fígados. Talvez a mais famosa seja aquela bulha (acho este o termo apropriado ao caso e pessoas nele envolvidas) entre ele e o ancião António Macedo, saudoso presidente do PS (comparado com Almeida Santos, qualquer socialista evoca saudades). Foi no tempo em que Sousa Tavares tinha abandonado o PS (bem, ele até já tinha sido fervente monárquico e organizara uma indignada manifestação contra a invasão de Goa) mas não o lugar de deputado, como deveria se fosse recto. Ficava sentado ao lado do Macedo e a dado momento começaram a discutir, sabe-se lá porquê, pois com Sousa Tavares a pessoa mais conciliadora poderia ver-se nesses assados. E o desassossego foi tal que o presidente da assembleia os chamou à atenção, como se faz aos meninos na escola. É então que o trémulo (de raiva) Tareco se levanta, apontando o trémulo (da idade) Macedo: “Como é que eu posso ficar calado quando este farrapo humano me chamou f… da p…?!”E naquela casa, cujas paredes já assistiram a tanta mentira, gritos e insultos, por um segundo ficou tudo em silêncio. O Tareco acabara de entrar para a história.No dia seguinte, logo ao abrir da sessão, procedeu-se a uma importante votação, que por ingente imperativo nacional foi votada por unanimidade, para alívio dos povos: retirar das actas a deselegante insinuação de que a avó do Miguel Sousa Tavares teria venal “comércio ilícito” com outro que não o seu amado esposo.(continua)
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(continuação)Toda esta palavrosa visita ao passado para que se possa enquadrar melhor – sobretudo com as maiores cautelas – aquilo que o Tareco Júnior diz de Sócrates ser imaculado e dos boys serem culposos. Há pouco mais de um ano brindou-nos também com um momento de humor quando um ladrão lhe assaltou a casa e roubou o computador onde ele guardava as pérolas do seu saber. Se era coisa imprescíndivel ao avanço da cultura universal, uma pessoa normal teria guardado o seu trabalho em diskette. Já um perturbado agiria como Sousa Tavares: veio para os jornais suplicar ao ladrão que lhe devolvesse o computador roubado, propondo encontros ao melhor estilo dos impagáveis Inspectores Patilhas e Ventoinha. Que os negligentes (chamemos-lhe assim) cavam um poço sempre que têm sede…Os artigos do Sousa Tavares até nem são mal escritos mas só pedem uma coisa – que não se cometa o desperdício de lê-los.

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