IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


SOVIETICES

 

Por volta dos anos setenta, a União Soviética, através do KGB e dos partidos comunistas, alinhados ou não, infiltrou nos países ocidentais uma organização de militantes e compagnons de route, entre nós chamada CPPC (Conselho Português para a Paz e a Cooperação). A coisa articulava-se com um conselho “mundial” do mesmo nome, ou equivalente.

A prestimosa confraria dedicava-se à nobre actividade de minar a confiança ocidental nos seus valores, a propagandear um socialismo “indispensável” para a paz e, de um modo geral, a considerar que os mísseis soviéticos eram óptimos e os da NATO um crime.

Caído o império soviético, emagrecidas as fontes de financiamento e o apoio da espionagem do KGB, a trupe remeteu-se a quartéis e deixou de chatear.

Agora, os mesmos e mais outros, impressionadíssimos com o problema da Palestina, ressuscitaram a coisa com outro nome. Não sei, com que apoios, mas imagino.

Os ilustres camaradas, comunistas, “ex” – comunistas, “capitães de Abril”, personalidades da extrema-esquerda, ex-MDP’s, figuras do sindicalismo intelectual e não só, aquele tipo que é magistrado e…, até, valha-me Deus, um bispo católico (!) e um padre da mesma igreja, voltaram a reunir-se. Ontem, fizeram a vernissage do “Fórum (sic, ha ha, com acento no o) pela Paz”, organização “de defesa dos direitos humanos”.

À noite, um tal Domingos Lopes, figura grada do PC (apresentando-se como dissidente), veio dizer de sua justiça na SIC Notícias.

Espremida a coisa, para o homem e seus sequazes as bombas do Hamas são óptimas, as dos israelitas péssimas; os danos colaterais das bombas dos israelitas são um crime contra a humanidade, os milhares de civis que já se foram à conta do terrorismo do Hamas não contam para o deve-haver do “Fórum”; se o Hamas está escondido em escolas e hospitais, pois está muito bem, os israelitas é que não deviam atacar escolas nem hospitais, ou seja, não deviam atacar o Hamas que, generosamente, mistura terroristas com criancinhas e doentes; Israel não “reconhece” o estado palestiniano, por isso é um país bandido; o Hamas não reconhece, antes quer aniquilar, o estado israelita, estando para tal no seu pleno direito; o Hamas não cuida da população da faixa de Gaza, antes se serve dela como carne para canhão, e faz muito bem; o Hamas é fundamentalista islâmico, é financiado e fornecido pelo inefável Irão e pela doce Síria no que às armas e munições diz respeito, e está certíssimo.

O Hamas é suportado pelos países ocidentais no que se refere a alimentação, combustíveis e medicamentos. Mas isto não interessa ao “Fórum”. O Ocidente não faz mais que o seu dever alimentando quem aposta na sua ruína e mata cobardemente as suas gentes.  

 

Enfim, a mesma mentalidade e os mesmos objectivos do antigo CPPC. Este, ao que diz o “Fórum”, ainda existe. O “Fórum”, segundo declara, não lhe fará “concorrência “(!). Segundo o tal Lopes, o “Fórum” “é uma organização independente com gente diversa e independente, mesmo quando tem filiação partidária”. Kalidás Barreto é independente! O Avelãs e o Sucena são independentes! Mário Tomé é independente! Junte-se-lhes um bispo e um padre, mais uma dúzia de idiotas úteis, outra de marxistas frustrados, e aí está uma organização credível para falar de “paz” e de “direitos humanos”.  

 

Enfim, talvez haja algum exagero nestas rudes palavras. É que não ouvi o Lopes até ao fim: mudei de canal antes que começasse a vomitar.

 

8.1.09

 

António Borges de Carvalho


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